Cuidados com a telefonia corporativa na mudança de endereço

A sua empresa precisa de um novo espaço, seja pelo crescimento ou pela economia, e está na hora de mudar. Toda mudança gera impactos. A última coisa que o empresário está realmente pensando é na infraestrutura de telefonia; não porque não se preocupa com ela, mas porque está condicionado a resolver o que for de mais imediato – crescimento ou redução da equipe, necessidade logística, expansão de marca e localização estratégia são alguns dos motivos para quebrar a cabeça e pensar. E o ramo de telefonia requer atenção, pois trabalha com prazos que podem custar caro ao empresário.

Muitas são as perguntas que o empresário deve se fazer antes de tomar qualquer decisão: há disponibilidade e diversidade de serviços pelas operadoras na região? Chegam links de internet, de diversas operadoras e tecnologias? Fibra ótica e rádio estão disponíveis, ou somente ADSL? E as instalações, possuem cabeamento e infraestrutura ideais para operação? São instalações novas ou antigas? Que tipo de problemas postergar uma reestruturação pode trazer? E quais impactos negativos surtiriam nos funcionários ao se defrontar com estes problemas em um novo endereço, num curto espaço de tempo? Muitos centros comerciais demonstram uma ótima instalação, mas podem ser reféns de regiões com pouco investimento de infraestrutura por parte dos prestadores. O empresário deve tomar sua decisão buscando uma região com grande variedade de opções, para não ficar refém de preços abusivos ou baixa qualidade de entrega.

Após verificar essa situação, o próximo passo é planejar a mudança: ligar para os prestadores e saber quais são os prazos para migração de endereço. Tecnologias como linhas analógicas e links de internet compartilhadas (mais domésticos) têm prazos rápidos, normalmente de até 15 dias. Já linhas digitais (E1) e links dedicados (produtos direcionados a empresas) tem prazo formal de até 60 dias, mas é notória a quantidade de casos em que a entrega ultrapassa o prometido. Operadoras muito grandes, que têm sua mão de obra terceirizada, carecem de alinhamento contínuo nos mapas de suas redes. Muitas vezes, um atendente telefônico confirma a disponibilidade de uma linha ou link de internet acessando um mapa desatualizado, e depois, na prática, a região pode estar saturada e aguardando novos interesses comerciais para que se justifique investimento. O melhor que se pode fazer é ter informações e buscar empresas que o auxiliem nesse processo.

Muitas vezes, em uma mudança, telecom fica por último na lista de prioridades, o que traz problemas não previstos que podem atrasar – e muito – a operação efetiva da empresa no novo endereço, forçando fornecedores a prazos que não possuem, e prejudicando uma entrega do serviço de qualidade. Por isso, é importante que o empresário tenha em mente que uma mudança é a oportunidade para fazer escolhas certas para sua empresa, em todo e qualquer sentido.

O artigo foi escrito por Robson Costa, que diretor do Grupo Encanto Telecom.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *