Burocracia tributária continua prejudicando o empreendedorismo no Brasil

Apesar dos recentes progressos para melhorar a vida dos empreendedores, o coordenador do MBA em Empreendedorismo da FGV, Marcus Quintella, afirma que a burocracia tributária continua prejudicando a iniciativa de quem quer ter o seu próprio negócio no Brasil. O especialista ressalta que os tributos equivalem, em média, a 68,4% do lucro das empresas. “Cada vez que um empreendedor tiver dificuldades para abrir uma empresa, não obtiver licenças de construção e operação, entre outras, for obrigado a cumprir procedimentos burocráticos descabidos, levar muito tempo para conseguir ligações de eletricidade, gás, água e esgoto e não tiver acesso facilitado a crédito, menos novos negócios serão abertos no país e, consequentemente, menos empregos serão gerados, menos tributos serão pagos e menos crescimento econômico acontecerá”, afirma Marcus Quintella.
O professor da FGV lembra que esse conjunto de empecilhos já se reflete na queda da taxa de empreendedorismo do brasileiro. Ele cita a nova edição do relatório Doing Business, do Banco Mundial, que mede a facilidade de se fazer negócios em 190 países. “A nota do Brasil até melhorou marginalmente, subindo de 56,07 pontos em 2017 para 56,45 na edição 2018 do índice, mas o país caiu duas posições no ranking: agora amargamos a 125ª posição”, explica o professor.
Marcus Quintella destaca que, se houver pressão da sociedade sobre os governantes e legisladores para a melhoria desses gargalos, o Brasil poderá reagir a médio prazo. “Temos um povo empreendedor”, observa o professor da FGV.








