É preciso ser algo mais do que o mercado pede

Dante Farias.

O mercado de hoje é altamente complexo, o planejamento que se fazia antes para o prazo de cinco anos, hoje é impraticável. Os objetivos podem e devem ser estabelecidos, mas o caminho para se chegar até eles, isto é algo que requer doses generosas de adaptabilidade e certamente envolverá uma dinâmica que exige muito mais que palavras complexas, gráficos, planilhas e números relevantes num planejamento estratégico.

A realidade de hoje no Brasil, e no mundo, envolve fusões e aquisições, alterações quase que diárias em importantes segmentos no âmbito global, impactando em algum sentido você, sua empresa, seus clientes, fornecedores, sua forma de comunicar e viver, produzindo praticamente um terremoto em planos de curto, médio e longo prazo.

No mercado atual, risco não é uma hipótese, mas uma realidade quase que diária e a empresa ou profissional que não está disposto a entender como se administrar riscos para assim assumi-los de forma consciente, inteligente, controlada e planejada, estará brevemente fora do mercado, deixando de correr riscos, mas abandonando também oportunidades.

Nesse modelo de mercado, se disfarçar atrás de e-mails bem escritos ou uma sala bem decorada com uma mesa imponente, nem de longe é entendido como sinônimo de eficiência. Todo esse cenário não garante sobrevivência profissional ou empresarial, seja qual for o segmento, localização ou volume de operações.

Embora risco seja algo que possa ser percebido e gerenciado também com base na experiência profissional, isso conduz a dependência exclusiva de pessoas e se limita ao tamanho do negócio, a garantia de um sistema eficiente recomenda que a segurança esteja no processo e não em indivíduos. Quando se tem um processo de gestão que se traduz em melhoria contínua, otimizando o uso de recursos e focando na consolidação de marca, isso representa uma base sustentável que diminui significativamente o nível de incerteza.

O profissional e a empresa preparados para os dias de hoje precisam gerenciar eventuais perdas financeiras e danos de imagem, avaliando diariamente quais são as incertezas em cada uma das etapas dos processos, quais as probabilidades de que pequenos objetivos cotidianos, muitas vezes diários, evitando que deixem de ser concluídos como foram planejados e são esperados, por meio de ações preventivas que possa mitigar ameaças, porque o incerto continuará existindo e faz parte da realidade do mercado também.

Cabe ressaltar que essa cultura de gerenciamento de riscos é algo que deve ser integrado, ou seja, se deve implantar em todo o sistema de gestão. Quando se desenvolve essa capacidade de monitorar de forma integrada, eventos positivos ou negativos, que influenciam os resultados, tomando ações concretas e efetivas de prevenção de perdas, isso se traduz em credibilidade. Contudo, saiba que não conseguirá evitar efeitos provocados por riscos maus geridos previamente, o gerenciamento olha para frente, dissemine essa cultura e caso isso não seja aceito, mude, pois se perder é algo certo para aqueles que não sabem sequer o caminho para aonde quer chegar.

Portanto, ir além do que o mercado pede, envolve mais que relevantes certificados na parede do escritório, mas dentre alguns fatores, a habilidade de compreender, monitorar, gerenciar e tomar ações em tempo, prazos e custos que o mercado exige para reduzir os impactos dos riscos existentes e inerentes, entregando assim um diferencial.

O artigo foi escrito por Dante Farias, que é administrador de empresas, consultor e conselheiro empresarial.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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