Tendências do futuro no trabalho: home office é a grande aposta das empresas para 2019

Tendências do futuro no trabalho: home office é a grande aposta das empresas para 2019
Allan Abranches.

Já imaginou como seria sua rotina se não precisasse se deslocar até o trabalho todos os dias? Certamente já, mas saiba que você não é o único. Uma das grandes apostas – nacional e internacional do cenário empresarial – é o home office. Uma pesquisa realizada no primeiro semestre de 2018 pela SAP, Consultoria Brasileira Especializada em RH, mostrou um aumento de 50% no número de empresas brasileiras que aderiram ao trabalho de casa.

Analisando o mercado, a M2B Agência PME, que visa o desenvolvimento do pequeno e médio empresário em relação a comunicação e marketing por um preço acessível, optou por atuar home office durante um período pré-determinado e os resultados foram extremamente satisfatórios. Com o novo modelo de trabalho, a produtividade da equipe subiu 30% já nos primeiros meses.

No entanto, ficam duas questões centrais: quais são os principais benefícios que o home office pode trazer para o empregado? E para o empregador? A lista é extensa, mas existem alguns benefícios que agregam para ambos os lados. Os principais deles são:

Eliminação de distâncias geográficas: certamente muitos empresários e sócios de negócios já se viram no dilema de contratar ou não determinado funcionário, apesar da capacitação profissional ser adequada, por conta da distância geográfica entre ambos. O problema não é uma novidade, mas a solução, sim. Com a utilização de aplicativos como Skype, WhatsApp, entre outros, a parceria profissional torna-se possível, apesar do distanciamento físico. Vale lembrar que, em alguns casos, de fato é necessário que o profissional atue dentro do escritório e/ou em algum local junto a equipe diariamente, mas a eliminação das distâncias geográficas não deixa de ser uma facilidade que tornou-se possível graças a presença da internet.

Redução de custos: podemos analisar este tópico como decorrente do citado acima. Com profissionais atuando home office, custos diários como alimentação e transporte seriam excluídos. Sem contar o valor, muitas vezes excessivo, cobrado pelo aluguel de uma sala comercial, pagamento este que poderia ser descartado das despesas do empresário, caso opte pelo desempenho home office de sua equipe.

Aumento da flexibilidade comunicacional: redes sociais, ainda que usadas como ferramentas de trabalho, carregam por si só um clima mais leve. Nelas, os funcionários podem se sentir mais abertos a debates, questionamentos e, até mesmo, a propor inovações para a empresa que em uma reunião formal, por exemplo. Desta forma, todos ganham. A empresa, com funcionários mais flexíveis em termos comunicacionais e os colaboradores, pois sentem a abertura necessária para que possam explorar ideias e pensar fora da caixa.

Tempo: este tópico engloba três em um. Com o trabalho sendo realizado de casa, o funcionário evita tanto as horas gastas com transporte público quanto o estresse diário que estes veículos de locomoção apresentam. Além, é claro, de evitar atrasos decorrentes de falhas técnicas no metrô, greve de ônibus, entre outros. Por fim, entre os benefícios decorrentes da otimização do tempo, está o aumento da qualidade de vida do profissional.

Ainda vale ressaltar que está enganado quem pensa que não existe como monitorar o desempenho dos colaboradores quando estão de home office. Existem plataformas para gestão de equipes que possuem dispositivos que contam quanto tempo cada pessoa da equipe gasta realizando os jobs. Dessa forma, é possível metrificar a produtividade dos funcionários e verificar se o novo regime de trabalho está, de fato, atuando de maneira assertiva.

O home office tem razões sólidas para ser considerado, nacional e internacionalmente, uma das maiores apostas para empresas dos mais diversos setores. No entanto, cabe a cada uma destas, avaliar se o método é, de fato, o mais adequado para o seu modelo de negócio.

O artigo foi escrito por Allan Abranches, que é Head da 3HREE Comunicação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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