Home office é estratégia empresarial e não apenas benefício para o colaborador

Home office é estratégia empresarial e não apenas benefício para o colaborador

A Today, agência de transformação digital, começou a notar que uma das maiores dificuldades encontradas nas empresas quando elas estão para começar o processo de transformação digital é o seu modelo engessado de operação. Como a transformação precisa começar por dentro, a agência vê o home office como uma eficiente ferramenta para ajudar nesse processo.

“Quando a pessoa que está gerindo uma empresa ou equipe coloca uma lente que permite enxergar o home office como estratégia empresarial e não apenas como benefício para os colaboradores, ela passa a ver coisas que antes estavam embaçadas, como acontece com quem precisava usar óculos e de repente passa a ver tudo com maior nitidez”, comenta Adilson Batista, fundador da Today.

O primeiro e imediato benefício do home office é que a empresa se vê obrigada a adotar ferramentas de trabalho na nuvem e passar daquela fase de desconfiança entre ter tudo dentro de casa em seus servidores ultrassecretos e conviver com o modelo onde os dados estão distribuídos. Isso já não é sequer uma tendência, tornou-se obrigação para sobreviver na nova economia. Essa nova lente para o home office faz enxergar que a empresa começa a ter – e não somente os colaboradores – benefícios que são fundamentais no ambiente de transformação digital.

Existem diversas ferramentas no mercado que podem ajudar neste momento de transformação, desde as mais simples e bem conhecidas, como Dropbox ou Google Docs que começam de forma gratuita para pequenos volumes de trabalho e outras que vão aumentando a complexidade, como Trello ou Wunderlist, entre outros; como também empresas especialistas a ajudar a criar softwares de gerenciamento de empresas que funcionam através de home office.

Torna-se possível atuar com uma operação distribuída, onde as equipes estão espalhadas e esse modelo faz germinar a semente da empresa ter uma atuação expandida e não apenas local. A empresa torna-se mais maleável diante de situações inesperadas, como bloqueios em dias de greves nacionais, manifestações nas ruas e dificuldades com o deslocamento devido ao trânsito crescente nas cidades. A redução de custos com escritórios e a contratação de novos talentos em localidades distantes da sede da empresa são efeitos colaterais positivos de um projeto de home office pensado como estratégia empresarial.

Evidentemente existe o outro lado da moeda. O home office traz novos desafios de gestão de pessoas, existe a urgente necessidade da adaptação das leis trabalhistas e também a mudança de cultura que a empresa precisa passar para ter certeza que os projetos serão realizados com eficácia. Muitas empresas conseguem dar esse passo e outras não. Para Adilson, “é importante que o home office seja adotado de forma gradativa e por equipes mais maduras no uso de tecnologias e, mesmo nessas equipes, eu evito recomendar a adoção do modelo integral, o chamado full home office, de início. É melhor começar com um dia por semana e ir aumentando os dias à medida que ganha-se confiança no modelo”.

Para muitos colaboradores é um choque também. Muitos não conseguem se acostumar em trabalhar de casa, pois existe um condicionamento devido aos anos atuando no escritório e mudar torna-se um tabu. A pessoa dá muitas desculpas e tudo vira motivo para dizer que ela não consegue atuar em home office. Para elas, pode-se dizer que existem ainda mais benefícios, pois mesmo sofrendo inicialmente, quando conseguirem se adaptar, estarão prontas para atuar em um cenário novo, completamente reorganizado pela transformação digital. Poderá doer inicialmente, mas vai ajudar a amadurecer e adaptar-se, e o benefício será para a empresa e para os colaboradores.

Recentemente, a Amerisleep, empresa norte-americana fabricante de colchões, publicou em seu blog Early Bird uma pesquisa sobre trabalho remoto e descanso, onde eles comprovam que 75% dos trabalhadores que migram para home office não tem intenção de voltar para um escritório. Foram mais de mil pessoas pesquisadas para saber como essa modalidade de trabalho afeta sua produtividade e também a satisfação no trabalho. A pesquisa ainda traz que 60% dos trabalhadores dizem que o nível de stress continua ou as vezes ainda aumenta, pois o chef pode colocar uma pressão ainda maior para que o trabalho seja feito no prazo, mas, ao mesmo tempo, eles concordam que a produtividade também aumenta.

No Brasil, muitos sites de empregos já divulgam vagas home office com algum destaque e, o Google divulgou no final da primeira quinzena de fevereiro que logo habilitará as empresas a darem destaque nos trabalhos home office durante as pesquisas na plataforma. A empresa já começou a informar os donos de sites através do Google Search Console.Para aqueles que ainda possam ter dificuldade na adaptação, a GitLab, empresa de São Francisco que gerencia um repositório de software em git e está totalmente home office, há dois anos, criou até mesmo o café virtual para que seus funcionários socializem via vídeo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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