Indústria do Paraná pode deixar de faturar R$ 4,5 bilhões devido aos feriados em 2020

Indústria do Paraná pode deixar de faturar R$ 4,5 bilhões devido aos feriados em 2020

Os feriados e pontos facultativos nacionais de 2020 podem fazer com que a indústria do Paraná deixe de faturar até R$ 4,57 bilhões ao longo do ano. A estimativa, feita pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), leva em conta a previsão do PIB Industrial total do estado, o número de folgas que cairão em dias de semana e também as possibilidades de emendas com fins de semana.

Para este ano, tomando como base o Valor da Transformação Industrial medido pelo IBGE, a Fiep estima que o PIB Industrial paranaense seja próximo de R$ 88,7 bilhões, resultando em aproximadamente R$ 352 milhões por dia útil. Como serão dez feriados nacionais em dias de semana – sem contar feriados estaduais e municipais –, as perdas alcançariam R$ 3,52 bilhões no ano.

“Um único dia corresponde a praticamente 5% da produção mensal de uma indústria”, afirma o presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro
(foto). “Portanto, quando essa empresa tem um dia a menos de atividade, está deixando de produzir e, consequentemente, de faturar e até de gerar impostos”, completa.

Quando se consideram ainda que três dos feriados deste ano caem em terças ou quintas-feiras, possibilitando que muitas atividades sejam paralisadas por mais um dia, o valor total que a indústria paranaense deixaria de faturar pode chegar a R$ 4,57 bilhões, o que representaria mais de 5% do PIB Industrial do estado no ano. O montante é 49% maior do que a estimativa de perdas causadas pelos feriados nacionais em 2019, calculada em R$ 3,07 bilhões. Isso porque, no ano passado, foram sete feriados em dias de semana e apenas dois que permitiam emendas, totalizando nove dias, quatro a menos do que em 2020.

O economista da Fiep, Evânio Felippe, explica que os valores podem variar pelo fato de que indústrias de determinados setores – como siderúrgico, petroquímico e automotivo, entre outros – nem sempre interrompem suas atividades mesmo em feriados. “Ainda assim, por questões legais, essas empresas precisam arcar com custos extras para manter a produção nos feriados, o que acaba impactando em seus resultados”, afirma.

Carlos Valter acrescenta que uma solução para amenizar as consequências do excesso de dias parados é a negociação entre empresas e funcionários para a adoção de planos de compensação dos dias parados. Essa possibilidade passou a ser permitida pela Reforma Trabalhista e pode minorar as perdas.

“A indústria brasileira já sofre com custos excessivos que impactam no preço final dos produtos e comprometem sua competitividade. Especialmente neste momento em que o país ainda busca uma retomada mais intensa de sua economia, é preciso pensar em medidas que reduzam esses custos e aumentem a produtividade das empresas”, afirma o presidente da Fiep.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *