Três lições que pequenos varejistas podem aprender com a NRF 2020

Durante a edição deste ano da NRF Retail’s Big Show, evento que ocorre há mais de 100 anos nos Estados Unidos, Tiago Vailati, CEO e cofundador da Hiper, identificou alguns ensinamentos que micros e pequenos varejistas de todos os setores podem se beneficiar para alavancar suas vendas.
Abaixo, o executivo elenca três principais lições para este público, que é o foco de negócio da startup comprada pela Linx e oferece soluções de gestão e vendas para PMEs.
• O pequeno varejo precisa estar presente em todos os passos do consumidor
O varejo, das grandes redes aos pequenos negócios, precisa tornar-se omnichannel: estar presente em toda a jornada de compra do consumidor e integrar os ambientes onde ele pode se relacionar com a empresa. Nesta operação, o cliente pode misturar diferentes canais para executar sua compra, de forma online e offline.
A omnicanalidade tem a função de transformar as lojas virtuais em canais fixos de interação com o consumidor, integrados e com mesmo papel estratégico das físicas. Dentre as possibilidades omni, podem ser considerados o ato de comprar online e retirar na loja e, seu contrário, onde a compra acontece presencialmente, mas o produto é entregue diretamente na casa do comprador. Experimentar o produto em loja após executar a pesquisa pela internet, adquirindo-o pessoalmente, também é uma opção.
• A tecnologia deve dar poder às áreas, não ser vista como solução isolada
Repensar a organização das áreas de uma empresa, desde o início da experiência até a logística de entregas é necessário, afinal, todas as extensões das companhias varejistas precisam ser parte de uma solução. Nesse sentido, a tecnologia não necessariamente será a principal solução, mas sim um pilar, quando aplicado corretamente para contribuir de forma positiva para os negócios.
Equipes de tecnologia, operação e negócios devem estar unidas e compondo times mistos e especializados em uma organização horizontal. “A aplicação de tecnologia, quando feita de forma correta, gera fluidez dentro dos processos de compra, desde o virtual até a presencial em lojas. O resultado é uma vantagem competitiva e expressiva”, explica o CEO da Hiper.
• Estabeleça laços mais profundos com seus clientes
A Nike possui uma loja-conceito na cidade de Nova Iorque, misturando experiências on e offline. Por meio de um aplicativo, o cliente escolhe os produtos que deseja experimentar, e, ao chegar no local, os produtos já estão separados em um armário, que é destravado pelo próprio celular. Após o teste, o cliente escolhe o que deseja levar, e pode finalizar a compra por meio do próprio software móvel.
O sucesso desse case específico leva à análise de que o sucesso de uma empresa ou experiência não podem mais ser medidos somente por meio de formas clássicas, como faturamento ou lucro. Para avaliar o impacto corretamente, faz-se necessário entender como a boa execução destas ações fidelizou o cliente para a empresa. “Quando falamos em criar laços com os clientes, não estamos apenas discorrendo sobre ceder descontos, por exemplo. O consumidor precisa sentir-se abraçado, ter suas necessidades atendidas e participar de experiências de compra diferenciadas”, finaliza Vailati.








