4 dicas para um retorno seguro das atividades presenciais nas empresas

4 dicas para um retorno seguro das atividades presenciais nas empresas
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As empresas que pretenderem retomar gradualmente as atividades presenciais terão de seguir um rígido protocolo sanitário para evitar novos contágios da Covid-19. O novo normal no ambiente de trabalho prevê estações de trabalho com distanciamento social, escalonamento e rodízio de colaboradores e testagem obrigatória apenas para casos suspeitos.

“Algumas companhias estão estudando a volta gradual de suas atividades. Para que esse retorno seja seguro, estamos sugerindo aos representantes dessas empresas que sigam um protocolo sanitário”, explica Naiane Ribeiro Lomes, médica infectologista.

Rotina não será igual

A especialista, que foi contratada como consultora para prestar apoio à It’sSeg, terceira maior corretora independente de seguros do país especializada em gestão de benefícios, e seus clientes corporativos, conta que a rotina dos colaboradores não será mais a mesma enquanto a pandemia perdurar.

“Os gestores terão de fazer uma revisão aprofundada dos processos, e isto inclui a forma como os funcionários se relacionam e se comportam internamente. Atitudes que até pouco tempo eram consideradas inofensivas, como um abraço ou compartilhamento de materiais, não fazem parte dessa nova realidade”, diz.

Veja abaixo algumas dicas elaboradas pela It’sSeg para que o retorno seja feito de maneira segura e responsável:

1 – Testagem dos funcionários

Fazer o teste epidemiológico para todos os colaboradores não é a prática recomendada pela especialista. “Não sugerimos às empresas que façam a testagem com todos os funcionários. Essa atitude não garante que a companhia cumpriu o seu papel identificando quem está saudável ou infectado. Recomendamos que ela teste apenas os suspeitos sintomáticos ou aqueles que tiveram contato com pessoas de casos confirmados. Fazer testagem em massa é ineficaz porque só gera altas despesas às empresas e seus resultados não são definitivos”, revela Naiane.

2 – Organização do espaço

A volta ao trabalho vai surpreender muita gente. As empresas terão de fazer diversas adaptações no ambiente corporativo para que o retorno da equipe seja feito com total segurança. “As cadeiras deverão respeitar um espaço mínimo de distanciamento de um metro e meio. As estações de trabalho deverão ser higienizadas com mais frequência e separadas por protetores de segurança, caso seja necessário, principalmente nos casos em que o distanciamento seguro não consiga ser aplicado. Os colaboradores ficarão responsáveis pela higienização constante dos materiais de uso pessoal e profissional. Outro aspecto importante é da realização de reuniões presenciais. Elas estão proibidas nesse momento para evitar aglomerações e possibilidade de contágio. O ideal é manter as reuniões virtuais”, detalha a infectologista da It’sSeg.

“É recomendável que o colaborador leve sua refeição e a faça no próprio ambiente de trabalho. Essa prática evita circulação e contato com outras pessoas em restaurantes, por exemplo, aumentando a exposição e risco de contágio”, orienta.

3 – Quem pode voltar

Não é recomendada a volta ao trabalho de toda a equipe. O ideal é que esse retorno seja programado e feito de forma estruturada para que a empresa não seja prejudicada futuramente. “Estamos sugerindo às companhias que dividam suas equipes em grupos e que voltem à corporação em sistema de rodízio. Desta forma, fica mais fácil controlar uma eventual contaminação na empresa, testando e afastando apenas um time reduzido. Se voltam todos de um departamento e há um caso confirmado, todo mundo terá de ser afastado e essa área fica totalmente paralisada”, relata Naiane.

“É aconselhável que a empresa adote alguns parâmetros para essa volta, como retorno inicial dos funcionários que não tem filhos em idade escolar, aqueles não pertencentes ao grupo de risco ou os que estejam seguros para uma nova rotina de trabalho”, completa.

4 – Cuidados para ida e retorno ao trabalho

O uso das máscaras e utilização do álcool em gel são apenas dois componentes dessa nova realidade. Há ainda outros protocolos e medidas de segurança que deverão ser adotados no deslocamento do funcionário ao trabalho.

“Se o colaborador utiliza o transporte público, a atenção deve ser redobrada. É recomendável distanciamento de um metro de outras pessoas, higienização regular das mãos e utilização da máscara, que deve ser trocada a cada três horas”, comenta a especialista da It’sSeg.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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