Assessor de investimentos ou gerente de banco: entenda a diferença

Assessor de investimentos ou gerente de banco: entenda a diferença

Quem quer começar a investir, mas não sabe por onde começar? Uma prática muito comum entre os brasileiros é pedir ajuda ao gerente do banco, que é responsável por trabalhar com o gerenciamento de contas bancárias em instituições financeiras. Porém, há outro profissional especialista que pode ajudar a obter melhores resultados financeiros, o assessor de investimentos.

Para ajudar a entender como funciona cada uma dessas profissões, Paulo Cunha (foto), sócio fundador da iHUB Investimentos, respondeu sete perguntas que irão solucionar as dúvidas, além de dar dicas para aqueles que desejam seguir na área financeira.  Confira:

1 – Quais características diferenciam o gerente de banco e o assessor de investimentos?

O trabalho do gerente costuma ser mais generalista, envolve cuidar da rotina da conta corrente dos clientes e oferecer produtos bancários do dia a dia, por via de regra os gerentes costumam ter CPA10 e CPA20 (A Certificação Profissional Anbima). Já o assessor de investimentos possui um olhar mais voltado para o portfólio de ativos. Além disso, acompanha de perto as oscilações do mercado financeiro e identifica mais rapidamente as oportunidades de investimentos que aparecem. A certificação desse profissional é a ANCORD.

2 – O gerente tem limitações relacionadas a carteira de investimentos do banco?

Sim, o gerente é limitado aos produtos na área de investimentos, que estão na plataforma da instituição financeira. Aliás, a maioria dos produtos costumam pertencer ao próprio banco, entre os principais estão: previdências e títulos de capitalização. Porém, de uns anos para cá as plataformas dos segmentos de alta renda têm passado a oferecer também outros produtos de terceiros. Vale ressaltar que o gerente não está acostumado a acompanhar todas as opções existentes para investimentos, além de não ter o hábito de contatar os gestores dos fundos, para estar por dentro das estratégias de investimentos.

3 – Quais passos um assessor de investimentos deve seguir, assim que começa o atendimento?

O primeiro passo recomendado é agendar uma reunião inicial para conhecer o cliente, entender seus objetivos e receios e identificar seu perfil de risco. Depois, é necessário trabalhar com essas informações de modo a adaptar uma estratégia de investimentos adequada ao perfil de risco e que esteja de acordo com os principais objetivos do cliente. Por último, é fundamental fazer uma outra reunião de alinhamento dessas estratégias, para explicar todos os aspectos de risco, liquidez e potencial de retorno da carteira recomendada. Além disso, sempre é importante ensinar o máximo possível de conteúdo de investimentos aos clientes, de modo que facilite a comunicação entre as partes e crie segurança na estratégia estabelecida.

4 – O assessor de investimentos pode ser considerado uma das melhores profissões pós-pandemia?

Sim, o assessor de investimentos está entre as dez melhores profissões, de acordo com ranking divulgado pela InfoMoney. Em meio a esse tempo de pandemia, ficou ainda mais em evidência a importância de ter uma reserva emergencial, por isso, saber administrar e gerar resultados financeiros positivos são dois pontos que as pessoas estão procurando. Logo, especialistas na área financeira podem ter grande destaque profissional.

Nos EUA ela já figura entre as 10 mais bem pagas e desejadas. Com a evolução do mercado de investimento local, baixa taxas de juros e um interesse maior das pessoas por assuntos relacionados a investimentos, a profissão tem tudo para deslanchar de vez no Brasil.

5 – Quais habilidades esse profissional tem de ter? E de que modo pode desenvolvê-las? 

Para atuar e ter sucesso na profissão é preciso dedicar bastante tempo aos estudos para tirar as certificações. A ANCORD é a certificação obrigatória e costuma reprovar mais de 50% dos candidatos que realizam a prova. As certificações como o CEA (Certificação de Especialista em Investimento ANBIMA) e CFP (Certified Financial Planner) também trazem um diferencial para o currículo.

Além da base teórica, é importante ter boa dinâmica comercial, gostar de conversar com pessoas e fazer amigos com facilidade ajudam muito no processo de prospecção. Porém, é importante que o profissional crie uma imagem crível e que transmita segurança para que as pessoas aceitem confiar nela para assuntos relacionados a investimentos.

6 – Onde podem existir mais oportunidades de trabalho? Acredita que possa ser uma área que vai bem no home office?

Nas regiões sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro, além do sul do país, estão a maior quantidade de profissionais e ainda tem muito potencial para explorar no mercado. Porém, ainda existem localidades muito pouco exploradas, como a região norte, nordeste e a centro-oeste, que ainda concentram perfis de investidores mais tradicionais e acostumados a aplicar em grandes bancos. Nessas regiões, nem todas as pessoas conhecem a XP Investimentos ou qualquer outra empresa de plataforma aberta, por exemplo.

7 – Qual a faixa salarial desse profissional?

O assessor de investimentos no início da carreira atua geralmente realizando trabalhos de back-office e atendimento de clientes de menor renda. A remuneração inicial varia entre R$ 2 e 4 mil, dependendo do perfil do profissional. Porém, no nível sênior a remuneração pode chegar a R$ 25 mil reais por mês.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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