Empresas buscam cada vez mais soluções nacionais de segurança cibernética

Empresas buscam cada vez mais soluções nacionais de segurança cibernética

Fraudes, invasões de sistemas, vazamento de informações estratégicas e interrupção da operação de ativos críticos, entre outras ameaças aos sistemas de tecnologias da informação tornaram-se preocupações recorrentes entre empresas das mais diversas atividades econômicas. Buscando a chamada segurança cibernética, corporações de vários portes e setores estão recorrendo cada vez mais a soluções que propiciem a detecção e proteção de ameaças reais aos seus negócios.

A expansão da brasileira Apura Cybersecurity Intelligence S/A – que tem unidades em São Paulo e Brasília e um elenco crescente de clientes de grande porte – é um indicador de como essa preocupação se faz presente na gestão das empresas. Nos últimos três anos, a empresa obteve um crescimento constante de 150% ao ano, graças ao êxito das plataformas próprias de segurança e inteligência cibernética oferecidas pela companhia. O crescimento deve-se também ao maior investimento das empresas em soluções de detecção e reação aos incidentes de segurança cibernética, cada vez mais comuns nas corporações.
 
Fundada em 2012, a empresa confunde sua expertise com a de seu fundador Sandro Süffert (foto), que há duas décadas ministra treinamentos para a Interpol, ICANN, HTCIA e outras organizações internacionais. Com experiência nas áreas financeira, telecom, governo e serviços, ele já ministrou cursos técnicos em 4 continentes, além de ter acumulado experiência de ensino em no Mestrado em Informática Forense da Universidade de Brasília, para peritos da Polícia Federal e de polícias civis de vários estados da federação.

Ameaças 

Süffert explica que um dos segredos da expansão da Apura está na especialização constante dos seus colaboradores e na expertise que cresce a cada dia com o atendimento de complexas demandas no mercado. “Estrategicamente, focamos nossas atividades na detecção de ameaças em fontes abertas e na resposta a incidentes de segurança e fraudes, além de outros serviços que proporcionam um retorno financeiro real para nossos clientes”, explica o executivo.

 A empresa, que possui mais de 140 clientes, desenvolve outras atividades que possibilitam aos clientes detectar e reagir a ameaças cibernéticas a seus negócios de origem interna e externa; além de detectar, responder e bloquear ataques cibernéticos; monitorar e investigar incidentes, crimes e fraudes financeiras.

 
“A segurança cibernética deve ser encarada como uma operação de contrainteligência”, sublinha o CEO, ao abordar a importância de as corporações dedicarem atenção especial ao tema. Corporações do sistema financeiro (incluindo 8 dos 10 principais bancos do país), operadoras de telecomunicações, redes de varejo, marcas das indústrias automotiva, de alimentos e de equipamentos, da área de energia e órgãos públicos de segurança estão entre os clientes da Apura S/A.

Investimento

A Apura revende soluções avançadas de parceiros estratégicos da Suécia, Estados Unidos e Reino Unido, mas nos últimos 3 anos acelerou o desenvolvimento de soluções próprias em segurança cibernética que atendem às particularidades das organizações brasileiras.

Sandro Süffert destaca que os produtos desenvolvidos pela Apura têm grande penetração no mercado nacional e na América Latina pela grande visibilidade que trazem aos clientes, com o monitoramento do cenário cibernético na região. O Boitatá é uma dessas plataformas, voltada a identificar e a reagir de forma proativa às ameaças detectadas fora da rede dos clientes da empresa. “É hoje a maior plataforma de ‘Threat Intelligence’ e ‘Open Soure Intelligence’ – [inteligência de ameaças e inteligência de fontes abertas, em tradução literal] da América Latina”, ressalta o CEO.

Atuação

Nos últimos meses, a Apura S/A tem atuado na proteção de empresas contra ataques envolvendo o tema Covid-19. Com o início da pandemia, criminosos têm se aproveitado da busca por estes assuntos na internet para aplicar golpes envolvendo nomes de instituições públicas e corporações privadas dos mais variados segmentos. 

As fraudes recorrentes levaram a empresa a disponibilizar relatórios onde são listados os golpes cibernéticos identificados, com textos que explicam como agem os criminosos e imagens que ajudam a reconhecer os casos constatados. São três ao todo: um destinado a pessoas físicas, outro às instituições de saúde e um terceiro para autoridades governamentais. 

Em seu último levantamento realizado, a Apura identificou a existência de mais de 1 milhão de ocorrências de sites suspeitos com “COVID” e “coronavírus” no domínio no mês de junho no mundo todo. Ameaças e fraudes relacionadas a resposta dos governos em relação a pandemia são acompanhadas de perto pela empresa, que sempre atua de forma próxima às autoridades competentes na identificação e apoio a casos em que sua expertise seja relevante – o que é uma tendência cada vez mais crescente.  

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *