Maioria das empresas possuem programas de desligamento de executivos

Maioria das empresas possuem programas de desligamento de executivos

A demissão de um executivo de alto escalão, como um CEO, é um tema bastante sensível em qualquer organização. Por esse motivo, empresas buscam incluir, em suas estratégias, programas de desligamento de executivos que tipicamente são implementados como forma de reconhecimento pelo histórico de trabalho e, em alguns casos, por necessidade de restruturação organizacional.

A consultoria Willis Towers Watson realizou um levantamento sobre Práticas de Desligamento de Executivos, entre janeiro e março de 2020, que contou com a participação de 178 companhias, dentre as quais 67% reportaram possuir programas de desligamento de executivos.

De acordo com Marcos Morales, diretor de recompensas da Willis Towers Watson, esse tema é comum tanto em empresas nacionais quanto em subsidiárias estrangeiras e, apesar de a pesquisa ter sido realizada antes da pandemia, é certo que essa prática ganhou muita importância nos últimos meses com as demissões realizadas no mundo inteiro.

“Demitir funcionários é difícil em tempos normais, mas em meio a uma crise de saúde global a tarefa se torna ainda mais desafiadora, e essas ações são um suporte tanto para o executivo que está perdendo o emprego como para a empresa que deseja realizar o desligamento da melhor forma possível”, explica.

Segundo a pesquisa, na maioria das empresas os programas são baseados em políticas informais, nas quais as práticas tipicamente variam caso a caso. Cerca de 93% das entrevistadas que adotam este tipo de programa têm como prática o pagamento de um bônus de desligamento, geralmente pago em parcela única.

89% das empresas estendem benefícios aos executivos desligados. São práticas de mercado a extensão do plano de assistência médica (87%) e a contratação de serviços de recolocação profissional para os executivos desligados (71%).

Além disso, cláusulas de non-compete são comuns em 52% das empresas, o que inclui não trabalhar na concorrência por 12 meses após o desligamento. As empresas reportaram também que os incentivos de curto prazo são geralmente pagos de forma proporcional aos meses trabalhados, nos incentivos de longo prazo as regras adotadas pelas empresas costumam ser o cancelamento das parcelas unvested (52%) ou a manutenção da regra de vesting (24%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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