Profissionais e recrutadores permanecem otimistas com futuro do mercado de trabalho

Profissionais e recrutadores permanecem otimistas com futuro do mercado de trabalho

14ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) aponta que todas as categorias de profissionais entrevistados para a composição do estudo – empregados, desempregados e recrutadores – se mantiveram no campo do otimismo, ou seja, acima dos 50 pontos, quando consideram o cenário do mercado de trabalho nos próximos seis meses, com leve variação de 52,9 para 51,7, na comparação entre agosto e novembro. Com relação ao momento atual, pouco a pouco, a média geral demonstra um aumento da confiança: 25,2 em maio; 30,2 em agosto; e 32,5 em novembro. 

“Na edição anterior do indicador, a retomada da confiança indicava a expectativa do mercado de que “o pior tinha ficado para trás”. Nesta última edição de um ano bastante desafiador, o otimismo com relação ao futuro registrou uma ligeira queda, influenciada pelas questões políticas – em meio a um processo eleitoral municipal – e também pelo temor de uma segunda onda da Covid-19. Por outro lado, há um viés de alta (redução do pessimismo) para a situação atual, indicando que os empregados e recrutadores que mantiveram-se ativos no mercado e/ou foram admitidos nesse período continuam com bons olhos em relação ao mercado, entendendo que o pico da pandemia e seus impactos mais severos na atividade econômica já foram absorvidos”, ressalta Fernando Mantovani (foto), diretor geral da Robert Half. 

Os dados da 14ª edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH) também nos permite extrair alguns insights importantes do mercado de trabalho:

O mercado de recrutamento e seleção não é mais o mesmo

Na opinião de 90% dos recrutadores entrevistados, a pandemia representa uma queda no modelo tradicional de seleção e recrutamento por cinco motivos prioritários: ampliou o leque geográfico de opções de candidatos; desmistificou a necessidade do olho no olho na entrevista; tornou o processo mais ágil; permitiu entrevistas mais profissionais para cada processo; e facilitou a redução de etapas dos processos. Além disso, 92% acreditam que após a Covid-19 os processos se mantenham híbridos.

Entrevista online: facilidades com desafios

Não há dúvidas de que as entrevistas on-line geram vantagens e comodidades tanto para candidatos quanto para recrutadores e empregadores. Porém, não podemos negar os desafios que estão por trás de cada processo remoto. Quase metade (45%) dos profissionais entrevistados para a 14ª edição do Índice de Confiança Robert Half disseram ser difícil transmitir energia e brilho nos olhos em uma entrevista à distância. Alguns (20%) consideram que as entrevistas mediadas por tecnologia são frias. Há ainda os que relataram ter dificuldades para demonstrar as habilidades comportamentais (19%) e conquistar a atenção do entrevistador (9%). 

Há desejo pelo modelo híbrido de trabalho

Se pudessem escolher, 47% dos profissionais entrevistados pela 14ª edição do Índice de Confiança Robert Half afirmaram que gostariam de trabalhar mais dias em casa e menos dias no escritório, enquanto 29% desejam o contrário. Entre os demais, 16% sonham com o trabalho remoto integral e o restante diz preferir o ambiente formal.

Contratação temporária: especialização técnica é o principal motivo

Mais da metade dos recrutadores (53%) relatou que a necessidade de especialização técnica é o principal motivo para contratar profissionais de projetos para cargos de analistas a diretores, com prazo específico de contrato. Entre as razões também foram citadas sobrecarga da equipe fixa (37%), imprevisibilidade econômica para uma contratação permanente (37%); flexibilidade (32%); e falta de headcount aprovado (26%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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