Quanto ganha um famoso com ‘publiposts’ para o Natal?

Quanto ganha um famoso com ‘publiposts’ para o Natal?

Em 2019, provavelmente nesta época do ano, os shoppings já estariam lotados por compradores eufóricos escolhendo seus presentes de Natal. Em 2020, o cenário é um pouco diferente. Ainda em meio a pandemia, o comércio digital ganhou força e naturalmente as divulgações online acompanharam o crescimento.

Com o crescente impacto das mídias sociais no mercado, os ‘publiposts’ por si só já vem custando cada vez mais e de acordo com Priscila Jaffé, empresária responsável pela carreira de nomes como Carla Prata e Marina Ferrari, os preços se tornam inegociáveis no período de festas de fim de ano, devido a alta demanda.

“O Natal não é o melhor momento em si para os influenciadores. Dá um bom lucro, tem diversas campanhas, mas ainda perde para a Black Friday, que é uma semana inteira muito concorrida tanto em valores como em espaço na agenda. Já as campanhas de Natal acontecem durante um mês inteiro, porque apesar de ser uma data específica, os presentes já tem que estar comprados no dia. Por ser um período mais extenso, não existe muita mudança de preço. Cada influenciador segue a sua tabela, mas também não existe negociação para abaixar o valor como existiria ao longo do ano”, explica Priscila.

Qual a diferença da Black Friday para o Natal?

Diferente das recentes campanhas de Black Friday onde o foco era totalmente o lucro e as vendas, de acordo com a empresária as publicidades de Natal tem um enfoque mais especial e sentimental. “É tudo mais voltado para a comunicação entre a marca e o consumidor. É feito para a família”, afirma. “Empresas de eletrodomésticos por exemplo, os briefings são mais sobre receitinhas que você pode fazer para a sua família na ceia de natal. As agências de viagem levantam campanhas como ‘viaje com a sua família neste fim de ano’, sempre voltado para o emocional”.

Para Priscila, a principal diferença entre o Natal e a Black Friday é justamente esta. A Black Friday é para dar descontos, vender, performar. O Natal é sobre criar identificação entre público e marca.

Influenciadores com filhos saem na frente

Conforme dito, as festas de fim de ano se destacam por serem provavelmente as datas mais especiais do ano e a escolha dos influenciadores para parcerias reflete este fato. De acordo com Jaffé, é o momento para nomes mais fortes. “Acredito que influenciadores com engajamento mais alto e números expressivos conseguem fechar boas campanhas, mas é um momento com muito espaço para nomes, como artistas de televisão que não necessariamente têm uma grande performance, mas causam impacto”. Além disso, quem sai na frente são os influencers com filhos ou casamentos públicos. Devido a isso, Priscila destaca Virgínia, grávida do cantor Zé Felipe, como a grande aposta de Dezembro.

Diferente do que possa parecer, isso não significa que pequenos blogueiros não terão espaço e palpita que dá para fechar cerca de 15 parcerias para o mês de dezembro com campanhas voltadas exclusivamente ao Natal. “Chegam na minha empresa campanhas em que a marca queria divulgar com 40 influenciadores, por exemplo, e por isso não tinha tanta verba para fechar com gente grande. Eles preferiam os menores, mas muitos, do que maiores mas poucos”, conta a empresária, que frisa que depende da marca e do planejamento, que normalmente se concretiza entre a Black Friday e o dia 15 de dezembro.

“Empresas, cujo o foco é a performance de vendas para o Natal, promove campanhas até o dia 15 de dezembro. Afinal, é preciso dar tempo das compras chegarem até o dia do Natal. As campanhas que são planejadas entre a Black Friday e o dia 15 são campanhas mais focadas no emocional e não em performance”, destaca ainda Jaffé.

Online vs. Offline

Naturalmente o consumo já tende a aumentar nesta época do ano. Em tempos de pandemia, o mercado virtual está ainda mais aquecido, assim como as publicidades em mídias sociais. Entretanto, o peso do offline continua recaindo sobre os lucros. “Nada disso quer dizer que todo mundo esteja ganhando mais, porque as presenças em eventos, workshops, tudo dava um retorno financeiro muito bom para o influenciador. Houve sim uma compensação entre on e off, mas se os dois estivessem andando juntos, todo mundo estaríamos ganhando muito mais”, diz Priscila, mas concluindo que sim, 2020 serviu para aquecer o mercado virtual de forma acelerada.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *