2021 deve ser o ano do vinho brasileiro

2021 deve ser o ano do vinho brasileiro
Entre os meses de janeiro e fevereiro ocorre na Serra Gaúcha um dos momentos mais esperados para quem trabalha no setor vitivinícola. Trata-se da Vindima, período de colheita das uvas e o início da elaboração dos vinhos, que para o Grupo Famiglia Valduga, cuja sede está localizada no coração do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), o início da safra 2021 tem surpreendido positivamente e este promete ser o ano dos produtos brasileiros.

Ainda é cedo para dimensionar toda a Vindima 2021, por estarmos no meio dela, mas, para Daniel Dalla Valle, Diretor técnico e Enólogo do Grupo Famiglia Valduga, já é possível perceber a qualidade excepcional das uvas obtidas até o momento.
 
“O clima vem se comportando de forma adequada e nossa colheita, principalmente para vinhos base de espumante, está surpreendendo. Conseguimos uma maturação aromática perfeita, preservando as características da fruta e uma acidez marcante, que é essencial para a elaboração pelo método champenoise. Até este momento, pudemos registrar uma colheita superior à de 2020”, afirma.

Mercado em alta

Em 2020, com a alta do dólar e o encarecimento das importações, o mercado de vinhos brasileiros teve a oportunidade de entrar nos lares e se apresentar aos amantes da bebida, comprovando a alta qualidade dos rótulos nacionais e sendo uma ótima opção na mesa do consumidor. Um dos destaques foi o vinho tinto.
 
“O consumidor experimentou os vinhos tintos brasileiros, reconheceu a qualidade e continuará experimentando novos rótulos”, prevê Dalla Valle. O enólogo também aponta o crescimento na procura por espumantes. “Os nossos espumantes vêm mantendo os números de comercialização ano a ano, mostrando que o consumidor aderiu à bebida e este é um segmento que tende a crescer 10% em 2021”, projeta.

Um dos reflexos da procura por produtos nacionais foi o aumento nas vendas em 2020, principalmente em canais como e-commerce e televendas. Com o retorno gradual das atividades, também foram necessárias algumas medidas, como ampliar as lojas, mudar os formatos de atendimento, investir em diferentes tecnologias e aumentar o número de colaboradores, movimentando assim a economia local e gerando empregos. Só para o período da Vindima, foram necessárias cerca de 20 contratações, focadas exclusivamente em colheita e vinificação.

De acordo com Daniel Dalla Valle, ainda não é possível dimensionar o que será produzido este ano, porém a expectativa do Grupo Famiglia Valduga é lançar rótulos inovadores e de alta qualidade, para que os vinhos brasileiros se tornem cada vez mais os preferidos dos próprios brasileiros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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