Shoppings apostam em marketplace para aumentar as vendas e melhorar faturamento das lojas

Se antes da pandemia os shoppings centers já tinham iniciado a integração entre as vendas físicas e online, com o isolamento social e o lockdown, essa busca se tornou urgente e necessária. Afinal de contas, o isolamento e o fechamento das lojas fizeram com que os shoppings retrocedessem a números de dez anos atrás. Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), em 2020, o faturamento dos centros comerciais diminuiu 33,2%, com os valores ficando próximos aos verificados em 2009. No caso de visitantes, foram 341 milhões no primeiro ano da pandemia, repetindo os números de 2010.
A Associação dos shoppings prevê que a recuperação deve acontecer só daqui três anos, isso se o setor crescer entre 10% e 12% ao ano. E uma das principais ferramentas encontradas para retomar o ritmo de vendas é o marketplace. Aliás, em janeiro, 59% dos shoppings informaram que têm planos para criar em dois anos uma plataforma de venda.
Neste sentido, captando a mudança de comportamento do consumidor e fazendo uma leitura do contexto histórico dessa situação, o Shopping São José, se tornou o primeiro da região sul do país a desenvolver o seu próprio marketplace, com entrega dos produtos em até três dias.
Ao todo, 24 lojas do shopping estão na plataforma de vendas, permitindo ao cliente já habitual realizar suas compras sem sair de casa, independentemente do que procura. Já o consumidor que nunca esteve no local tem à disposição na tela do computador ou no celular uma plataforma de compras com tudo o que o espaço físico oferece.
Para a coordenadora de marketing do Shopping São José, Giovana Neves, ao contrário do que possa parecer, o marketplace não surge para acabar com a compra presencial nos shoppings, mas sim para enriquecer a experiência de consumo do cliente.
Apoio aos lojistas e atenção ao consumidor
“A interrupção do faturamento e o que fazer com os funcionários foram as primeiras preocupações logo após o fechamento do shopping”, conta Mônica Elisa Linczuk, proprietária de duas lojas franquias, das lojas Anacapri e Authentic Feet. Assim que o shopping foi fechado, ainda em 2020, ela iniciou contato com os clientes via WhatsApp para avisar que passariam a atender de forma remota, enviando imagens e catálogos de produtos e fazendo entregas com frete grátis. “Desde o fechamento do shopping tivemos apoio da administração quanto à redução de custos tanto do condomínio quanto de aluguel, e houve ainda abertura para negociações particulares de cada lojista”, informa.
Simone Lichtblau Hauer, proprietária da Casa Sade, lembra que também utilizou o WhatsApp para entrar em contato com os clientes da loja e informar que poderiam seguir fazendo compras e realizar as retiradas no sistema drive-thru. E agradece a atenção que o shopping teve com os lojistas diante de um momento inédito e inesperado. “O shopping se mostrou solidário quanto aos valores de aluguel e outros custos, nos deu bastante suporte e rapidamente lançou o marketplace já visando atender a necessidade futura de mais digitalização”, comemora.
Segundo maior PIB do Paraná
O Shopping São José é o principal polo de compras da cidade da Região Metropolitana de Curitiba. Sede do Aeroporto Internacional Afonso Pena, o município é o segundo maior PIB do estado e o 23º do país. Segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio real habitual é de R﹩ 2.739. Gigantes do setor produtivo, como Volkswagem-Audi, Renaul, Nissan, Grupo Boticário, Natura e Nutrimental estão instaladas na cidade.








