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Presentes para o Dia dos Namorados ficam abaixo da inflação em 12 meses

Levantamento realizado a partir de 23 produtos e serviços do Índice de Preços ao Consumidor (IPC/FGV) indicou que os produtos e serviços mais procurados como presentes para o Dia dos Namorados subiram em média 2,31%, nos últimos 12 meses. O percentual ficou abaixo da inflação apurada para o mesmo período, que foi de 7,37%.

A pesquisa também mostrou que a inflação dos serviços subiu 2,97%, sendo a alta puxada pelos restaurantes, cujos preços avançaram 4,11%. Os outros itens da cesta de serviços que sofreram aumento foram os salões de beleza (3,15%) e academias (1,81%). As atrações culturais, por motivo da inatividade gerada pela pandemia, ficaram com seus preços estáveis: cinemas (0%), shows (0%) e teatros (0%). A atual condição sanitária ainda prejudica a demanda para o setor hoteleiro, que reflete tal condição em seus preços: hotéis e motéis foram o único item da cesta de serviços que sofreu deflação no período (-0,57%).

O pesquisador do FGV IBRE Matheus Peçanha avalia que os custos tiveram um papel importante nessa dinâmica. “Os custos em aceleração foram os principais responsáveis pela elevação de preços da cesta, sobretudo a de serviços. Os três itens que tiveram inflação positiva na cesta de serviços sofreram um forte impacto dos custos: no caso dos restaurantes, os preços dos alimentos e da energia (eletricidade e gás) influenciaram para o reajuste desse serviço, mesmo em um ambiente de demanda menos aquecida. Já os salões de beleza e academias são setores intensivos em consumo de energia elétrica.”

Pelo lado dos produtos mais comumente escolhidos como presente, a cesta de 16 itens teve um aumento médio de 1,69%. As maiores altas vieram principalmente dos itens alimentícios: bombons e chocolates (11,07%) e vinhos (7,44%). Os computadores e periféricos (9,53%) fecham a lista dos itens que subiram acima da inflação. Outras altas, porém abaixo da inflação foram registradas para bicicletas (6,22%), bijuterias (5,12%), produtos para barba (4,93%), perfumes (4,37%), calçados masculinos (2,64%), celulares (0,86%) e roupas masculinas (0,38%). O alívio da cesta de produtos vem dos bens semiduráveis, em sua maioria associadas ao gênero feminino, como cintos e bolsas (-0,01%), calçados femininos (-0,84%), relógios (-0,89%), roupas femininas (-1,49%), artigos de maquiagem (-1,98%) e livros (-2,06%).

“Mais uma vez, os custos tiveram um papel importante”, avalia Matheus Peçanha, “as commodities metálicas tiveram aumentos na casa dos 80% em 2020, custo muito relevante na produção dos eletrodomésticos, das bijuterias e bicicletas, assim como o câmbio, que acelerou fortemente em 2020, tem impacto grande nos preços de bombons, vinhos, perfumes e computadores, por exemplo.”

 

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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