Diminuem pedidos de concessões de patentes no Brasil

Diminuem pedidos de concessões de patentes no Brasil

Nos últimos anos, tem-se observado um aumento significativo nos pedidos de concessão de patentes ao redor do mundo. O Brasil, porém, segue a direção oposta. Enquanto houve uma alta global de 1,6% no ano passado, os números destacam uma queda de 4,1% no interesse pelos registros de marcas no país, segundo relatório da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI).

De acordo com Roberto Ribeiro, sócio de Daniel Advogados, esse decréscimo é “um reflexo de um contexto socioeconômico muito anterior à efetivação do depósito do pedido de patente. O depósito do pedido de patente nada mais é do que o resultado de anos de trabalho de pesquisa, de desenvolvimento, de aperfeiçoamentos e de investimentos. E nos últimos anos, principalmente até o ano de 2018, o Brasil viveu um período de uma profunda crise econômica com desinvestimentos do governo federal então vigente naquela época, especialmente na área de pesquisa de desenvolvimento”, explica, justificando o desinteresse dos investidores no país.

Setor farmacêutico

No setor farmacêutico, Ribeiro acredita que os pedidos podem ter diminuído em função de um ambiente de insegurança jurídica, criado pelas discussões sobre o Projeto de Lei PL 12/2021, que visa implementar novas formas de licença compulsória e o questionamento sobre prazo mínimo de validade de uma patente. “Desse PL, destacam-se algumas questões bastante preocupantes: a transferência de tecnologia ‘forçada’ do detentor da patente ao licenciado; a obrigatoriedade de fornecimento de amostras de material biológico (quando for o caso); e royalties de 1,5%”, explicou.

Entretanto, o Brasil também passa por outras dificuldades em relação à concessão de patentes: mesmo tendo um crescimento mais rápido de registros em 2020, inclusive à frente de nações emergentes como a China e a Índia, o país apresenta a maior demora no processo no mundo, o que também distancia os investidores. O atraso se deve à falta de estrutura no Brasil para atender aos vários pedidos ao mesmo tempo, o que expõe uma problemática ainda maior.

Para diminuir o tempo necessário para a concessão de patentes no país, Ribeiro acredita em dois caminhos: a independência financeira do Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) e a redução da burocracia no decorrer dos pedidos. “Ao aumentar a independência financeira do INPI, obviamente, é necessário equipar o órgão com pessoal e tecnologias suficientes pra dar conta da quantidade de pedidos de patentes que são depositados aqui no Brasil”, finaliza o advogado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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