Supermercados: ainda bem que sempre tem um perto de você

Supermercados: ainda bem que sempre tem um perto de você
BANGKOK, THAILAND - MARCH 16,2017 : Aisle view of a MAXVALU SUPERMARKET on FEB 24,2017. MAXVALU SUPERMARKET is Supermarkets are open 24 hours

Considerado como atividade essencial, setor tem relação vital com a indústria de alimentos

Os supermercados estão entre os 53 serviços essenciais que não pararam de funcionar mesmo nos momentos mais agudos da atual pandemia. Mas a importância do setor supermercadista para o Brasil já era enorme antes mesmo do surgimento da Covid-19. São cerca de 3 milhões de empregos diretos e indiretos gerados, mais de 91 mil lojas espalhadas pelo País e um faturamento de 554 bilhões, só ano de 2020, o que representa 7,5% do PIB brasileiro.

Os números da  Associação Brasileira de Supermercados (Abras) demonstram a grande relevância econômica e social que os supermercados têm, uma vez que são hoje os principais pontos de abastecimento para as populações em todo o território brasileiro. Os supermercados possuem também uma interligação vital para muitas indústrias, em especial a de alimentos, que precisam dessa enorme rede de lojas para levar seus produtos ao consumidor final. A importância é tanta que no próximo 12 de novembro é celebrado o Dia Nacional dos Supermercados. A data foi criada com base no Decreto de Lei nº 7.208, de 12 de novembro de 1968, que oficializou a atividade no Brasil.

Para Matheus de Paula Junqueira, supervisor de vendas da Marajoara Latícinios, o setor supermercadista tem uma importância única para a indústria alimentícia, não só no que diz respeito à distribuição de produtos, mas também no fortalecimento de marcas.

“O varejo, a longo prazo, é um importante formador de opinião em relação a qualquer tipo de marca. Se você pegar as grandes marcas que são líderes de segmento, você verá que o sucesso delas se deve, além da qualidade, mas especialmente à valorização do varejo, com logística eficiente e uma equipe de vendas muito presente, especialmente nos pequenos varejos, como os supermercados de bairros. Ter um produto vendido num supermercado, seja ele de rede ou de bairro, traz para o consumidor uma percepção de confiabilidade , afirma Matheus Junqueira.

Logística eficiente

O supervisor de vendas explica que dentro dessa relação entre supermercado e indústria de alimentos, uma logística eficiente e rápida é fundamental. “Ter eficiência logística é uma grande vantagem de competitividade. Somos, inclusive, uma das poucas marcas de laticínios no País que consegue fazer uma entrega em até no máximo dois dias. Isso é importante porque nesse segmento de laticínios há uma variação de preço quase diária, e isso é muito importante, para se ter um espaço maior e uma preferência no ponto de venda. Quando o supermercadista toma a decisão de qual marca irá comprar, principalmente num momento de forte variação de preço, ele dá preferência a quem lhe entregar mais rápido, pois o supermercado poderá ofertar mais rápido e antes que o mercado mude o preço”, explica Matheus.

A Marajoara distribui para todos os estados brasileiros, na modalidade de atacarejo ou no sistema cash & carry, uma espécie de atacado de autosserviço. “De forma direta fornecemos para o nosso mercado regional que envolve mais de 1.200 pontos de vendas distribuídos no eixo Anápolis-Goiânia-Brasília, o que totaliza um mercado consumidor de aproximadamente 6,5 milhões de pessoas”, informa o supervisor de vendas da Marajoara, ao destacar que a distribuição para supermercados e hipermercados representa cerca de 90% das vendas da marca.

Sendo o leite um alimento de primeira necessidade para a população brasileira, Matheus Junqueira afirma que os supermercados tiveram um papel fundamental durante a pandemia. “O setor conseguiu abastecer a população de forma eficiente, mesmo diante do aumento de custos com a exigência de várias novas regras sanitárias”, avalia.

Origem dos supermercados

Os primeiros supermercados apareceram há mais de 70 anos nos Estados Unidos e o nome do primeiro estabelecimento do tipo era King Kullen, inaugurado em 1930 pelo empresário Michael Cullen. Em apenas seis anos, Cullen faturou alto e conseguiu abrir mais 16 filiais pelo estado de Nova York.

O novo modelo de negócio fez sucesso rápido, porque além de lançar mão de um sistema de venda em que as próprias pessoas se serviam, conseguia oferecer uma variada gama de produtos muito maior e a preços bem mais competitivos, se comparados aos antigos armazéns que funcionavam em espaços bem menores e os itens eram entregues nas mãos dos clientes.

Nos anos 50, os supermercados chegaram à Europa e ao Brasil. Por aqui, o primeiro supermercado foi o Sirva-se, aberto em 1953 na cidade de São Paulo. Já os hipermercados, irmãos crescidos dos supermercados, chegaram por aqui nos anos 80. A diferença primordial entre um e outro é que os supermercados comercializam cerca de 8 mil itens, em média, e os hipermercados oferecem entre 20 mil a 50 mil itens.

Hoje, os modernos supermercados investem alto no atendimento delivery e estratégias de fidelidade, buscando oferecer o máximo de comodidade para seus clientes, que para fazer suas compras não precisam sair de casa. Por meio de Apps de entrega, você compra qualquer item no supermercado com hora de entrega marcada.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *