Como fica a saúde mental de quem decide empreender?

Incertezas que acompanham o início do empreendimento podem desencadear sintomas de estresse e ansiedade

A instabilidade econômica trazida pela pandemia foi o estalo que muitos profissionais precisaram para começar o próprio negócio, seja como forma de complementar renda, seguir o sonho de empreender ou por necessidade. E essa tendência continua. Segundo dados da Receita Federal, só no primeiro trimestre de 2022, mais de 1 milhão de empresas foram abertas no Brasil, sendo 79% Microempreendedores Individuais (MEIs). Esse momento de mudança, ainda que promissor na vida de quem encara abrir o próprio negócio, pode ser marcado por adversidades e frustrações.

“Com o início de uma nova fase, é normal lidar com sintomas de estresse e ansiedade, principalmente sabendo que em alguns casos há a troca da segurança de um emprego registrado por um trabalho sem renda fixa. Como dica de quem já empreende há um tempo, indico que, antes de tomar qualquer decisão, o empreendedor pesquise sobre as dificuldades que irá enfrentar, minimizando qualquer tipo de ansiedade que essa situação possa gerar”, sugere Lucas Arthur de Souza, co-fundador e diretor de operações da Telavita, clínica digital de saúde mental.

Com experiência focada no mercado brasileiro, Lucas é economista e foi co-fundador e coordenador do primeiro núcleo de empreendedorismo da PUC-SP. Segundo ele, a saúde mental é um dos pilares principais no momento de decidir abrir o próprio negócio, tão ou mais importante que pensar em aspectos estratégicos e operacionais, como público-alvo e infraestrutura de atendimento.

Início é mais difícil

“O início é mais difícil por envolver muito mais investimentos do que retorno financeiro. Em um momento em que a conta na casa dos brasileiros pode não estar tão confortável, essa disparidade pode gerar estresse e ansiedade pelos lucros. O desequilíbrio emocional pode, inclusive, afetar o desempenho do negócio, gerando frustração. Se o empreendedor se antecipa, se informa e se prepara para essas condições, certamente será menos afetado e estará mais apto a continuar conduzindo a implementação do seu negócio, com mais chances de sucesso”, explica o especialista.

A Telavita, empreendimento idealizado por Lucas, Milene Rosenthal e Andy Bookas, une ambos os propósitos – inovação e saúde mental. A plataforma foi acelerada pela Quintessa e InovAtiva. Em 2020, foi vencedora do Startup Battle, parte do Google for Startups Accelerator, iniciativa da big tech no Brasil. Além disso, foi selecionada para receber aceleração do BrazilLAB, pelo 2º Batch do Força-Tarefa Covid-19.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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