Transição de carreira pode ser a solução para pessoas insatisfeitas com suas profissões

Transição de carreira pode ser a solução para pessoas insatisfeitas com suas profissões

Muitas pessoas iniciam um curso na universidade, se formam e começam a trabalhar na área planejada. Mas, no caminho, alguns percebem que não se adaptaram àquela profissão e não estão satisfeitos em atuar naquele setor, seja por uma escolha profissional precoce, falta de perspectiva de crescimento na carreira, propósito, motivação ou, até mesmo, por algum fator externo.

De acordo com dados levantados pelo consultor Fredy Machado, cerca de 90% das pessoas estão infelizes em seus trabalhos e, mesmo diante desse cenário, muitos optam por continuar na área em que estão, mesmo que infelizes, para seguir cumprindo suas obrigações financeiras como aluguel, família ou qualquer outra despesa.

Para Alexandre Slivnik, vice-presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), que realiza cursos e palestras há vinte anos, nesse caso, uma ótima alternativa para buscar a realização profissional é fazer uma transição de carreira. “Não se adaptar à sua área de atuação é muito comum e acontece com uma frequência maior do que imaginamos. O primeiro passo, nesse caso, é fazer uma autoavaliação sobre o momento da sua carreira. Entenda os motivos por não ter gostado dessa experiência e avalie como essa vivência pode colaborar para a sua nova escolha de profissão no futuro”, revela.

O palestrante acredita que é necessário ponderar se realmente é preciso fazer uma completa transição de carreira. “Nem sempre o descontentamento com um emprego é sinal de infelicidade com a profissão. Pode ser que a empresa não seja a ideal e uma mudança de ares já resolveria o problema. Também é possível levar em conta uma alteração de função, porque os cargos podem apresentar diversas possibilidades. Analise a situação friamente e entenda se o problema não pode ser resolvido de uma maneira menos radical”, pontua.

Caso a escolha por uma transição seja efetivada, é importante planejar os próximos passos e conversar com profissionais que atuam na área almejada. “Realizar um bom networking, ir atrás das pessoas que conquistaram aquilo que você quer conquistar e participar de eventos relacionados a essa área de atuação serão passos fundamentais para facilitar essa recolocação no mercado de trabalho”, relata Slivnik.

De acordo com o professor, a insegurança é comum nesse momento, mas deve ser superada em busca da felicidade profissional. “Não tenha medo de mudar. A nossa vida é feita de testes, erros, acertos e, quanto maior o número de testes e tentativas, maiores as chances de finalmente encontrarmos aquilo o que procuramos em nossos trabalhos e carreiras”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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