Confira cinco dicas para criar equipes autogerenciáveis no ambiente empresarial

Confira cinco dicas para criar equipes autogerenciáveis no ambiente empresarial
Carol Castro.

Mentora de líderes mostra que as atitudes dos empresários e a cultura interna das instituições são pontos fundamentais para que as equipes tomem decisões de forma mais autônoma

A gestão empresarial é um dos principais fatores que determinam a sobrevivência de um negócio. Prova disso é uma pesquisa de 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) que apontou que 48% das empresas no Brasil fecham as portas três anos depois da abertura. E um dos principais motivos para o encerramento das instituições é a má gestão. Um ano antes deste levantamento, a consultoria Falconi revelou, em outro estudo, que 47,6% das lideranças de médias empresas disseram não possuir ações a médio e longo prazo definidas, o que também pode interferir nos resultados esperados.

Para que esse panorama não atinja uma empresa, é necessário aprimorar a gestão, e isso começa com a melhoria no trabalho e na atitude de quem está à frente das equipes, conforme explica a mentora de líderes Carol Castro. Por isso, ela defende a criação de uma cultura empresarial com autogestão, ou seja, a capacidade de que líderes dos times consigam conduzir processos com mais autonomia, sem depender sempre das decisões dos donos das empresas.

A especialista é criadora do Método Líder HOP (Human and Organizational Performance – Desempenho Humano Organizacional, na tradução para o português), que aplica um conjunto de ferramentas para aprimorar rotinas e processos dentro de uma empresa ou equipe com o objetivo de formar times autogerenciáveis e com alta performance. São práticas que envolvem capital humano, transformação organizacional e metas e resultados.

Esses temas estão entre as abordagens feitas pela mentora de líderes em suas palestras e encontros. Um desses eventos acontecerá na cidade de São Paulo, nos dias 4 e 5 de agosto de 2023. A Imersão Líder HOP, como é chamado o encontro, está com inscrições abertas e será voltado para líderes e empresários que buscam essa mudança na cultura empresarial, na performance das equipes e no crescimento de empresas.

Carol comenta que em uma empresa, quanto maior o número de pessoas, maior também é a necessidade de que os processos sejam comandados por líderes e as decisões sejam descentralizadas. “Enquanto o proprietário da empresa consegue comandar todos os processos e estar por dentro do que os colaboradores fazem, o trabalho é mais fácil. Mas quando a empresa cresce, ela precisa de líderes de equipes. Por isso, é necessário criar uma cultura de autogestão e que os líderes entendam os princípios fundamentais do local de trabalho para transmitir essa informação aos seus liderados”, explica.

A mentora enumera cinco dicas para a criação de equipes autogerenciáveis. Confira!

1 – Saiba ter autoliderança e dar exemplos

Antes mesmo de delegar funções e querer que uma pessoa lidere equipes ou processos, o empresário precisa saber gerir as próprias demandas, ter autoconhecimento e saber qual o melhor caminho deve seguir em sua trajetória e em seus processos. “A pessoa quer liderar os outros, quer construir times, mas não dá conta de se liderar, de tomar as próprias decisões, nem de liderar um processo de transformação em si mesma. É fundamental primeiro ser vencedor na própria liderança”, afirma Carol. Segundo a mentora, a partir do momento em que a pessoa consegue se autoliderar, ele consegue ter empatia com as outras pessoas da empresa, perceber as dificuldades que elas passam e indicar caminhos para superá-las no processo de liderança.

2 – Traduza sua visão como empresário

A próxima dica envolve traduzir ou explicar para os líderes da empresa questões fundamentais da instituição, como visão, missão e valores. Isso é diferente de somente explicar essas questões. Carol comenta que esse é um dos principais desafios para a criação de lideranças, pois o empresário muitas vezes quer que os líderes tenham a mesma visão dele. “Isso não vai acontecer, pois são pessoas diferentes. Os valores estão no empresário pois fazem parte da história dele e da empresa que fundou e não das pessoas que trabalham com ele. Por isso, é necessário traduzir e explicar isso de forma clara aos líderes para que todos olhem na mesma direção”, afirma.

3 – Use ferramentas para traduzir a visão da empresa

A tradução da cultura de uma empresa acontece, conforme explica a mentora, com a gestão de processos, de resultados e de pessoas. Para que os líderes consigam identificar a visão da empresa e, dessa forma, a equipe autogerenciável seja uma realidade, o empresário precisa ter dentro da instituição ferramentas que possibilitem aos colaboradores terem clareza sobre o local em que trabalham. Entre essas ferramentas estão o planejamento estratégico; análise swot (que identifica forças, oportunidades, fraquezas e ameaças para o trabalho); direcionamento de objetivos e tradução deles em metas quantitativas, periódicas e realistas; e os indicadores de produtividade, capacidade e qualidade.

4 – Ter congruência e frequência nas atitudes

Para traduzir os valores e objetivos da empresa para quem trabalha nela, é também necessário que o líder tenha congruência em suas atitudes, segundo Carol. Isso quer dizer que aquilo que a pessoa quer que seus liderados façam precisa partir como exemplo de quem está à frente da equipe ou da empresa. “Não adianta pedir que os membros da instituição sejam educados uns com os outros se o proprietário sequer dá bom dia para seus colaboradores”, exemplifica. E isso precisa ser feito de forma frequente, completa a mentora, para que não seja esquecido e se torne algo que faça parte da rotina como fundamental para todos.

5 – Dê a chance do erro e do acerto

Segundo a especialista, uma das bases de ter um time autogerenciável é possibilitar que a pessoa compartilhe com os demais colegas as suas ideias. Isso significa dar abertura para que elas tenham voz e participação nos processos. “É a criação de confiança. Quem está à frente da empresa ou da equipe é responsável por criar esse ambiente de segurança em que cada pessoa se sente à vontade e não seja podada em suas tentativas de erro e acerto no trabalho”, afirma a mentora. Sem isso, completa, é difícil que as empresas tenham engajamento dos times para alcançar os resultados.

Essas dicas, segundo Carol, se traduzem em empresas que conseguem descentralizar a tomada de decisão e que não dependem da figura ou presença constante do proprietário para gerir seus processos. “Times autogerenciáveis significa que cada equipe desenvolve trabalhos e responde ao líder imediato, sem necessidade de se reportar sempre diretamente ao dono da empresa”, afirma.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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