Dia do Trabalho Doméstico: alta da informalidade preocupa

Empregador precisa de incentivos
No dia 22 de julho é comemorado internacionalmente o “Dia do Trabalho Doméstico”. De acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio Avançada) do IBGE do primeiro trimestre de 2023 (janeiro, fevereiro e março), o Brasil tem 5.698.000 empregados domésticos, sendo 1.489.000 formais (26,13%), e 4.208.000 informais (73,87%). É composto, em sua maioria (93%) por mulheres, e 70% são pretas e com baixa escolaridade. Muitas delas são responsáveis pelo sustento da família.
Este ano, em junho, foi comemorado os 10 anos da Lei Complementar 150 de 01/06/2015, que deu mais direitos as empregadas domésticas. É sempre bom lembrar que é mais barato ter o empregado dentro da lei do que fora dela. Quem não cumpre com as obrigações trabalhistas pode ter complicações, principalmente uma ação trabalhista, além de problemas com a Receita Federal e a fiscalização do Ministério do Trabalho e Previdência. No entanto, é preciso que haja incentivos no setor. Para trabalhadores e empregadores.
Estímulo à formalidade
Segundo Mario Avelino, existem dois Projetos de Lei que criam estímulos à formalidade e melhorias do emprego doméstico, que estão parados no Congresso Nacional. Um é o Projeto de Lei PL 1766/2019, que pede a volta da Dedução do INSS do empregador na Declaração Anual de Ajuste de Imposto de Renda, que reduz o custo do empregador doméstico, foi aprovado no Senado Federal, e espera a votação na Câmara dos Deputados Federais desde dezembro de 2019.
O outro é o Projeto de Lei PL 8681/2017 que recria o REDOM (Programa De Recuperação Previdenciária dos Empregadores Domésticos), para refinanciamento da dívida do INSS do empregador doméstico. Parado na Câmara dos Deputados Federais desde 2017, este Projeto de Lei propõe que o empregador doméstico, pague suas dívidas, inclusive inscritas na Dívida Ativa da União em até 120 meses, com isenção total da multa por atraso e redução dos juros de mora.
“O REDOM foi criado em 2015 pela Lei Complementar 150/2015, que regulamenta o emprego doméstico, mas foi boicotado na época pela Receita Federal.” finaliza Avelino.
Abono do PIS
No mesmo mês dos 10 anos da PEC das Domésticas, o Instituto Doméstica Legal entrou com uma sugestão de projeto de lei na Câmara e no Senado para que a empregada doméstica tivesse direito ao Abono do PIS. Na Câmara virou Projeto de Lei PL 2902/2023 e no Senado o Projeto de Lei Complementar PLP nº 147 de 2023. Ambos estão em tramitação.
“Para termos de fato a igualdade de direitos dos empregados domésticos, só falta o Abono do PIS, que é o pagamento anual pelo governo de um Salário Mínimo para os trabalhadores que receberam até dois salários mínimos no ano anterior” diz Avelino, acrescentando que o Instituto Doméstica Legal, propôs a criação da Contribuição do PIS do Empregador Doméstico com alíquota de 0,65% (zero virgula sessenta e cinco por cento) sobre o salário pago a sua empregada, para viabilizar o pagamento do Aborto do PIS.
Avelino, acredita que ainda em 2023, o Congresso Nacional e o presidente Lula irão aprovar e sancionar o Abono do PIS em Lei, para que em 2024, os empregados domésticos comecem a receber este Abono.








