Faturamento da Frísia no primeiro semestre de 2023 passa de R$ 3 bilhões

Faturamento da Frísia no primeiro semestre de 2023 passa de R$ 3 bilhões

Números foram anunciados em Carambeí e mostram capacidade produtiva e de gestão da cooperativa

Mesmo em um cenário com desafios, o primeiro semestre de 2023 da Frísia Cooperativa Agroindustrial resultou em um faturamento líquido de R$ 3.026 bilhões, número um pouco acima (0,20%) dos R$ 3.020 bilhões do igual período do ano passado. O balanço dos seis primeiros meses foi realizado na última sexta-feira (28/07) em Carambeí (PR), sede da cooperativa, em uma apresentação híbrida para os cooperados do Paraná e do Tocantins. Na ocasião, foi realizada uma explicação detalhada dos negócios, suas produções, comercializações e cenário produtivo para o restante do ano. Amanhã (1o), a Frísia faz aniversário e completa 98 anos.

O presidente da Frísia, Renato Greidanus (foto acima), destacou que alguns setores foram impactados neste primeiro semestre e lembrou dos juros mais altos no mercado, o que dificulta a obtenção de crédito pelos produtores. No entanto, salientou a força da cooperativa, sua organização e preparo para os desafios. “Vamos continuar unidos. Temos que agradecer o nosso time, os nossos colaboradores, e o esforço dos cooperados”.

O superintendente da cooperativa, Mario Dykstra, detalhou os indicadores do período em todas as cadeias de negócios. Na bovinocultura de leite, os cinco primeiros meses tiveram o preço por litro superior ao mesmo período de 2022, cenário que mudou somente em junho. Assim, a média de precificação em 2023 ficou 12,69% acima em comparação ao período anterior. Somado a isso está a produção: os cooperados da Frísia tiveram uma média diária por produtor acima de 10% frente a 2022. Em volume total, o aumento foi superior a 6%.

Dykstra mostrou um cenário semelhante para a cadeia suinícola, com janeiro a maio deste ano apresentando um preço acima de 2022, mas com junho sendo invertido. A média de preços no semestre foi 2,4% acima que do período anterior. Entretanto, a produção entregue à unidade industrial de carnes, em Castro (PR), caiu 8,62%. Já o faturamento bruto contou com queda de 5,46% em relação a 2022.

Cadeia agrícola no Paraná

O maior impacto na queda dos preços foi na cadeia agrícola, tanto em culturas de verão como de inverno. A saca de 60 kg da soja, que em março de 2022 chegou a R$ 207 terminou junho deste ano em R$ 131. O mesmo com o milho, que em março de 2022 chegou a R$ 103 a saca de 60 kg e terminou junho de 2023 em R$ 55. Cevada e trigo também tiveram queda nos preços.

As áreas de plantio para as safras de verão e de inverno no Paraná estiveram estáveis no comparativo dos semestres. As de verão foram 159.063 hectares (2022/2023) e 160.883 hectares (2021/2022), e as de inverno foram 58.147 hectares (2023) e 59.617 (2022).

Cadeia agrícola no Tocantins

No Tocantins, os preços da saca de 60 kg da soja chegaram a R$ 193 em março de 2022, sendo comercializados  em junho de 2023 por R$ 117.

A situação se repete com o milho: de R$ 88 a saca de 60 kg para R$ 44, no mesmo período comparativo. Entretanto, a área de plantio no estado apresentará crescimento previsto  para a soja (40,6 mil hectares 23/24 frente 35,1 mil de 22/23).

Preços

Nevair Mattos é gerente-executivo administrativo financeiro da Frísia e na apresentação explicou que o setor lácteo teve uma precificação média maior este ano que o anterior, porém, no geral, foi impactado pela queda nos preços de grãos e insumos.

“O primeiro semestre foi desafiador, e também teremos um segundo semestre dessa forma. Mas é importante destacarmos a capacidade de reação e resiliência da cooperativa em momentos desafiadores”, destaca o gerente-executivo.

Aniversário

No dia 1o de agosto, a Frísia completa 98 anos, sendo a cooperativa de produção mais antiga do Paraná e a segunda do Brasil. Neste ano, até o momento, cooperados e colaboradores realizaram ações fundamentais para a melhoria da infraestrutura e da sustentabilidade.

Uma delas é o lançamento do programa Fazenda Sustentável, que promove a busca pelo cooperado por uma propriedade ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente eficiente. Também foi realizada a emissão do primeiro Relatório de Sustentabilidade da cooperativa.

Na produção, pela primeira vez, houve a comercialização de gado macho holandês para a China e a ampliação das unidades de recebimento em Paraíso do Tocantins (TO) e da armazenagem da Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS), em Tibagi (PR).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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