Recuperar crédito dá fôlego ao caixa das empresas enquanto esperam à reforma tributária

Recuperar crédito dá fôlego ao caixa das empresas enquanto esperam à reforma tributária

Com crédito recuperado empresas melhoram o fluxo de caixa para seguirem com as atividades de forma mais eficaz

Aprovada em julho último, depois de mais de três décadas de discussões e muito vai-vem, a reforma tributária ainda poderá sofrer alterações. Mesmo diante desse cenário de incertezas, as empresas ainda podem, e devem, buscar a recuperação de créditos tributários. “Diante do cenário econômico delicado pós-pandemia, é primordial o levantamento de créditos tributários administrativos ou judiciais, pois isso pode representar a manutenção ou não da atividade empresarial”, afirma Eduardo Rodrigues, sócio tributário da Duarte Tonetti Advogados (https://dtadvogados.com.br/), escritório que é referência nas áreas trabalhista, tributária e fiscal, imobiliário e privacidade e proteção de dados.

O olhar para a melhor eficiência tributária é essencial para desenvolvimento do negócio, pois a carga, como lembra Rodrigues, é muito significativa, sendo de suma importância a apuração correta dos tributos. Ele diz que as empresas devem buscar a recuperação de créditos tributários para ganhar “reforço” de caixa diante da eminente aprovação de algumas medidas da reforma. “Isso faz muito sentido, pois a maior parte das empresas necessita de reforço do caixa, seguindo a velha máxima de que dinheiro gera dinheiro”, diz.

Outro ponto importante levantado por Eduardo Rodrigues é que caso a reforma tributária seja aprovada haverá alterações na sistemática de recuperação de créditos, podendo impactar na agilidade das avaliações. “Portanto, aguardar cenas dos próximos capítulos não deve ser uma opção, tendo em vista que deixamos dinheiro na mesa, sem contar a impossibilidade de recuperação após o decurso do prazo prescricional de cinco anos”, justifica o advogado tributarista.

Nessa linha, revela ele, é aconselhável partir para o aproveitamento dos créditos com nível de segurança aceitável de forma administrativa, gerando fluxo de caixa imediato e para aqueles considerados arriscados ingressar com ação judicial com intuito de discutir a matéria, bem como resguardar o prazo prescricional. “Além disso, vale lembrar que atualmente temos um sistema prático e funcional para a recuperação de créditos, possibilitando fazê-la de forma ágil. E com crédito recuperado, a empresa melhora o seu fluxo de caixa para seguir com as atividades de forma mais eficaz”, argumenta.

Reforma para simplificar

A reforma tributária é apresentada com o mote de simplificação, mas Rodrigues entende que o ideal seria a redução da carga tributária para tornar as empresas brasileiras mais competitivas, bem como fomentar a melhora da economia interna. “Embora a simplificação seja bem-vinda, não deve ser a qualquer custo, pois os nossos problemas vão além da complexidade, que já é parte do cenário tributário brasileiro. Ou seja, já estamos acostumados e nos adequamos para seguirmos com esse cenário”, diz.

Rodrigues lembra que as empresas do Lucro Real com processos produtivos complexos são as que mais possuem oportunidades na recuperação de créditos. Indústrias, supermercados e varejistas em geral podem têm boas possibilidades de recuperação. “Em todo esse trabalho é fundamental que a companhia esteja amparada por uma boa contabilidade, um bom sistema e revisar periodicamente as obrigações tributárias e possibilidades de recuperação de tributos”, revela o sócio tributário da Duarte Tonetti Advogados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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