Fusões e Aquisições devem crescer entre 10 e 15% em 2024 no Brasil

Fusões e Aquisições devem crescer entre 10 e 15% em 2024 no Brasil

Setores de tecnologia, infraestrutura, energias renováveis e indústria farmacêutica são os que mais fecharão novos negócios

Após dois anos de queda no volume de fusões e aquisições (M&A), a expectativa é que as transações voltem a crescer em 2024, com aumento entre 10 e 15% em relação a 2023 no Brasil. É o que aponta uma projeção realizada pela Redirection International, empresa especializada em assessoria de fusões & aquisições, com base em uma modelagem econométrica e previsões do PIB, investimento direto e taxas de juros para este ano. O estudo leva em consideração as primeiras estimativas do mercado em 2023, que apontam que foram aproximadamente 1450 operações de fusões e aquisições concluídas ao longo do ano passado, volume 17% menor do que em 2022.

“O estresse geopolítico, a inflação alta e as incertezas políticas impactaram de forma negativa o mercado de M&A no Brasil nos últimos dois anos e isso após uma movimentação recorde de transações registrada em 2021. Agora, seguindo uma melhora das perspectivas econômicas local e global, devemos alcançar em 2024 o terceiro maior resultado desde 2018”, explica o economista Adam Patterson, sócio da Redirection International e um dos responsáveis pelo estudo.

O economista ressalta que apesar de ainda haver uma certa volatilidade, os indicadores macroeconômicos como a perspectiva de redução da taxa Selic e da inflação, o crescimento econômico e aumento do consumo são favoráveis para o mercado de aquisições.

“Em 2024 devemos ver um aumento de investidores estrangeiros, uma redução nas taxas de juros e um crescimento contínuo na Bovespa, com o aumento das operações de IPO, o que deve impulsionar o cenário de M&A”, destaca Adam Patterson ao lembrar que os valuations dos ativos listados no Brasil cresceram cerca de 25% em 2023. “Essa tendência de estabilização ajudou a aumentar a confiança dos investidores, o alinhamento de preços com os proprietários das empresas, bem como a fortalecer a posição financeira de empresas maiores para adquirir novos ativos”, complementa.

Seguindo a tendência do mercado global, os setores que mais devem movimentar as atividades de fusões e aquisições no Brasil em 2024 são o de tecnologia, infraestrutura, energias renováveis e da indústria farmacêutica. O estudo da Redirection aponta ainda para uma maior presença das empresas de médio porte (Middle Market) no volume total de transações e destaca que entre 2021 e 2023, elas aumentaram em 60% a sua participação no mercado de M&A, respondendo atualmente por cerca de 20% dos valores transacionados no país.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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