Plágio de marcas é um desafio para empreendedores no Brasil

Plágio de marcas é um desafio para empreendedores no Brasil

Uso dos mesmos nomes em patentes diferentes gera problemas para empresas de todos os portes

Lidar com plágios ainda é um desafio para empresas no Brasil, sobretudo para quem não possui o cadastro no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) e se depara com cópias no meio digital, sem saber como resolver a situação. Mesmo que não seja obrigatório perante a lei, o registro de propriedade intelectual é a única medida que garante a exclusividade de marcas e o meio mais eficaz no combate ao plágio. No entanto, ainda não é uma realidade para muitos empreendimentos.

Quando isso acontece, é essencial fazer uma pesquisa detalhada para compreender todas as camadas da situação. Isso inclui investigar se o nome é usado no mesmo setor de atuação ou em áreas relacionadas, verificar registros de propriedade intelectual e revisar o uso do termo e acordos de licenciamento. No entanto, é imprescindível consultar um advogado especializado no segmento para avaliar a situação e determinar as opções legais disponíveis, caso seja necessário abrir um processo judicial, que pode levar entre 2 a 5 anos para ser julgado.

Carla Demétrio.

“Nos casos de plágio e cópias, o legítimo criador precisa agir com urgência para não perder os prazos processuais existentes no processo administrativo aberto no INPI pelo plagiador e, assim, não perder a sua marca. Contudo, na eventualidade de todos os prazos terem transcorridos por completo, a única alternativa ao criador é ingressar com ação judicial de nulidade administrativa de registro de marca”, explica a advogada em propriedade intelectual e fundadora da Mark-Se, Carla Demétrio.

A especialista aponta que em alguns casos, o problema pode ser resolvido através de uma negociação direta com a outra parte. Isso pode envolver a exploração de opções como coexistência pacífica, co-branding ou acordos de licenciamento. Já em casos extremos, onde não é possível chegar a um acordo satisfatório e a outra empresa representa uma ameaça significativa, pode ser necessário considerar a reestruturação geral do negócio. A ação envolve a seleção de um novo nome e a implementação de uma estratégia de transição para garantir uma transição eficaz para clientes e as partes interessadas.

Carla Demétrioalerta que o monitoramento do termo na internet deve ser contínuo. Ou seja, mesmo com a situação resolvida, deve-se atentar ao controle deste na rede, a fim de detectar qualquer tipo de violação da patente ou tentativas de golpe por meio de links, sites e anúncios falsificados, que colocam a confiança do consumidor e o posicionamento da marca no mercado em jogo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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