LGPD completa cinco anos e setor financeiro ainda enfrenta desafios de conformidade

LGPD completa cinco anos e setor financeiro ainda enfrenta desafios de conformidade

Apesar do avanço na governança de dados, apenas 30% das empresas estão plenamente adequadas à legislação

Cinco anos após a promulgação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a conformidade com a norma continua sendo um desafio para o setor financeiro. Mesmo com 80% das empresas brasileiras considerando a LGPD uma prioridade estratégica, apenas 30% afirmam estar plenamente em conformidade com a legislação, segundo levantamento da ICTS Protiviti.

O setor financeiro, por lidar com dados sensíveis e alto nível de fiscalização, tem avançado de forma mais acelerada na adequação à LGPD. Porém, a consolidação de uma cultura voltada à privacidade e a integração das práticas de proteção de dados em todas as áreas do negócio ainda estão em desenvolvimento.

“A LGPD não é uma iniciativa pontual, mas um compromisso contínuo. É preciso revisão constante de políticas, processos e sistemas, além de investimentos em capacitação e tecnologia”, explica Paulo Nalin, diretor Jurídico e SGI da Neoconsig.

O principal motivo dessa falta de alinhamento entre prioridade estratégica e conformidade plena está na complexidade técnica da legislação, na escassez de profissionais especializados e na necessidade de transformação cultural dentro das organizações.

“O desafio maior não está apenas nas ferramentas, mas na mudança de mentalidade corporativa. A proteção de dados precisa ser um valor institucional, e não apenas uma obrigação legal”, complementa.

A Neoconsig, referência em soluções tecnológicas para o mercado financeiro, mantém uma estrutura de governança ativa e integrada, com auditorias internas e externas regulares, capacitação contínua das equipes e atualização constante de sistemas. A empresa é a única do setor com cinco certificações ISO, incluindo a ISO 27001 (Segurança da Informação) e a ISO 27701 (Privacidade da Informação), evidenciando seu compromisso com a conformidade.

“Investimos em criptografia, monitoramento contínuo de acessos, anonimização de dados e políticas rigorosas de controle de permissões. Também realizamos avaliações de impacto (DPIA) e estabelecemos fluxos ágeis para resposta a incidentes”, explica Nalin.

Além de reduzir riscos legais e reputacionais, a conformidade com a LGPD pode se tornar um diferencial competitivo. Empresas que demonstram responsabilidade no uso de dados pessoais conquistam maior confiança de clientes e parceiros, o que é fundamental em um mercado cada vez mais orientado pela transparência.

“A segurança da informação passou a ser um critério de decisão para os consumidores. Quem oferece soluções tecnológicas seguras e alinhadas à LGPD tem vantagem na construção de relações de longo prazo”, destaca.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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