Mercado imobiliário de Curitiba mantém ritmo aquecido, com queda no estoque e valorização dos imóveis
Estoque de imóveis cai 12% no segundo trimestre de 2025
O mercado imobiliário vertical de Curitiba encerrou o segundo trimestre de 2025 com uma dinâmica de valorização, impulsionada pela redução de estoque e pelo bom desempenho de vendas. Os dados foram apresentados por Marcos Kahtalian, sócio-fundador da Brain Inteligência Estratégica, em um estudo detalhado para os associados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR).
O relatório aponta que a oferta final de imóveis em Curitiba teve uma queda de 12% no estoque quando comparado o segundo trimestre de 2025 com o mesmo período de 2024. O número de unidades em estoque passou de 10.918 para 9.582, refletindo a absorção de unidades pelo mercado.
Ao mesmo tempo, o preço médio por metro quadrado privativo na cidade valorizou significativamente, com um crescimento de 15,4% em 12 meses. As vendas de apartamentos apresentaram um crescimento de 5% no número de unidades comercializadas no acumulado dos últimos 12 meses.
Segundo Marcos Kahtalian, a boa velocidade de vendas é um fator-chave. “O primeiro semestre de 2025 registrou uma queda de 47% em unidades lançadas em comparação com o primeiro semestre de 2024. Isso significa que o mercado está focando na venda do estoque existente, o que naturalmente eleva os preços e reduz a oferta. Essa dinâmica se reflete em uma velocidade de vendas média do semestre que se mantém em um patamar confortável de 31%”, explica.
Planejamento
O presidente da Ademi/PR, Thomas Gomes, destacou a importância da análise para o planejamento do setor: “Os dados da Brain nos fornecem uma base importante para atuarmos de forma estratégica. A queda do estoque e a valorização do preço são indicadores claros da força do nosso mercado local. Mas, diante de um cenário externo ainda turbulento, com taxas de juros e inflação elevadas no país, essa incerteza exige muita cautela e um planejamento minucioso por parte dos empreendedores. Precisamos continuar avaliando cada passo com cuidado e responsabilidade para manter a resiliência do setor”, reforça.
As perspectivas para o segundo semestre são promissoras. A pesquisa indica que a maioria dos lançamentos de novos empreendimentos está prevista para este período, uma leitura baseada no crescimento de 22% em alvarás de unidades de incorporação vertical neste semestre, em comparação com o ano anterior.
“Esse aumento na liberação de alvarás aponta que um maior volume de unidades entrará no mercado em breve. Os dados mostram que o setor está se preparando para uma nova fase, mas reitero que este é um momento de prudência. Precisamos garantir que este novo ciclo de crescimento seja sustentável e bem-sucedido, e isso só será possível com muito planejamento e atenção aos desafios macroeconômicos”, conclui Thomas Gomes.


