Paraná é líder na adoção de energia solar nas granjas integradas à Seara

Paraná é líder na adoção de energia solar nas granjas integradas à Seara

Companhia fomenta a instalação de painéis solares e biodigestores, que transformam metano em energia elétrica renovável

O Paraná ocupa posição de liderança na transição energética das granjas integradas à Seara, da JBS, com 82% das propriedades operando com energia solar. O desempenho consolida o estado como referência no uso de soluções sustentáveis no agronegócio e reforça a adoção de práticas que unem eficiência produtiva, competitividade e responsabilidade ambiental.

A nível nacional, cerca de 75% das granjas de aves e suínos integradas à Seara já utilizam energia limpa, entre painéis solares e biodigestores. Na produção de aves, mais de 73% das granjas integradas operam com energia solar, distribuídas em dez estados brasileiros e no Distrito Federal. A adoção da tecnologia cresceu ao longo dos últimos seis anos, quando apenas cerca de 5,6% das propriedades utilizavam energia solar, um crescimento de aproximadamente 1.208% no período.

Somente no último ano, essas unidades geraram 215,4 milhões de kWh de energia solar, volume suficiente para abastecer, por um ano, uma cidade com cerca de 94,4 mil habitantes. Além dos ganhos ambientais, a iniciativa traz benefícios econômicos diretos aos produtores. Com a redução do custo da energia elétrica, as automações tornam-se cada vez mais presentes nas granjas.

Nas propriedades, os painéis fotovoltaicos captam a radiação solar e a convertem em energia elétrica, utilizada diretamente nos aviários. A tecnologia reduz significativamente a dependência das concessionárias e garante energia mais competitiva para sistemas essenciais, como climatização dos galpões, automação, distribuição de ração, coleta de ovos e controle ambiental – fatores que impactam para o bem-estar animal, a produtividade e a qualidade do produto.

Em Jaguapitã, no norte do Paraná, o produtor integrado Jorge Luiz Ezidio Dias adota a iniciativa desde 2022 e, atualmente, é autossuficiente em energia, resultado do uso dos painéis solares, que alia a redução de custos operacionais e sustentabilidade. “Tivemos um impacto direto na operação mensal da granja. O sistema é estável, demanda pouca manutenção e o retorno financeiro justifica o investimento. Foi uma decisão acertada”, destaca.

Na suinocultura, a Seara também avança pelo Brasil na adoção de biodigestores como solução estratégica para geração de energia renovável, aliando eficiência produtiva, sustentabilidade ambiental e econômica. Cerca de 46% das propriedades integradas de suínos com potencial para a tecnologia já contam com biodigestores, resultado do incentivo contínuo e do acompanhamento técnico da Companhia. A região Centro-Oeste concentra a maior quantidade dessas granjas.

Redução de custos

“A energia renovável, seja fotovoltaica ou por meio de biodigestores, é economicamente sustentável, reduz custos e amplia as margens de ganho das propriedades. Os produtores conseguem investir em tecnologias e automações, facilitando as rotinas, melhoram a qualidade de vida no campo e fortalecem a gestão das propriedades. Por isso, essas iniciativas no agro representam um dos conceitos mais completos de sustentabilidade, com impactos positivos ao meio ambiente, na governança e na comunidade, gerando benefícios concretos, aumentando a competitividade no campo, assegurando maior qualidade dos alimentos e reforçando o compromisso da Seara com uma produção cada vez mais responsável”, afirma Vamiré Luiz Sens Júnior, gerente-executivo de Agropecuária da Seara.

Nas granjas de suínos, os biodigestores funcionam como sistemas fechados de tratamento de dejetos, nos quais bactérias transformam a matéria orgânica em biogás e biofertilizante. O biogás, rico em metano, é utilizado na geração de energia elétrica, abastecendo a granja, sistemas de climatização e estruturas de apoio. O processo evita a liberação direta do metano na atmosfera e o converte em CO₂, reduzindo significativamente o impacto ambiental.

A energia gerada é fundamental para atender às demandas elétricas da suinocultura, especialmente em sistemas que exigem controle rigoroso de temperatura para garantir o bem-estar animal e a produtividade. Com os biodigestores, muitas propriedades alcançam autossuficiência energética, reduzindo drasticamente ou até zerando a conta de luz. Em média, a economia com energia elétrica chega a 62%, transformando um dos principais custos da atividade em vantagem competitiva.

Além da geração de energia, o sistema permite o reaproveitamento do calor dos motores, utilizado no aquecimento de água para processos sanitários e atividades operacionais, ampliando a eficiência energética. O resíduo sólido remanescente é reaproveitado como biofertilizante, aplicado nas lavouras, fechando um ciclo sustentável de produção e reforçando práticas de economia circular no campo.

Além do suporte técnico para a implementação dos sistemas, a Seara mantém políticas e estratégias de reconhecimento de boas práticas, que estimula ações sustentáveis nas granjas integradas.

A combinação entre tecnologia, eficiência produtiva e responsabilidade ambiental tem fortalecido o desenvolvimento no campo, contribuindo para a valorização da atividade rural, maior atratividade para as novas gerações e perspectivas de expansão da geração de energia limpa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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