Ensino médio completo concentra 76,9% das contratações temporárias no Brasil no primeiro semestre

Ensino médio completo concentra 76,9% das contratações temporárias no Brasil no primeiro semestre

Participação é maior do que no mercado formal geral, onde trabalhadores com esse nível de escolaridade representam 65,6% das admissões

O ensino médio completo foi o principal nível de escolaridade entre os trabalhadores temporários admitidos no Brasil no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram 413.025 contratações de profissionais com esse nível de escolaridade, o equivalente a 76,89% das admissões temporárias registradas no período, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

A participação é superior à registrada no mercado de trabalho formal como um todo. Das 13.966.352 admissões realizadas no país nos seis primeiros meses do ano, 65,62% foram de trabalhadores com ensino médio completo.

Em números absolutos, as admissões de trabalhadores temporários com ensino médio completo também cresceram: passaram de 399.208 no primeiro semestre de 2025 para 413.025 no mesmo período de 2026, alta de 3,5%.

Contratação de temporários com ensino superior completo cresce 22%

As admissões temporárias de trabalhadores com ensino superior completo passaram de 32.142 no primeiro semestre de 2025 para 39.205 no mesmo período de 2026, crescimento de aproximadamente 22%. Com isso, a participação dos profissionais com ensino superior completo no total de contratações temporárias subiu de 6,27% para 7,30% em um ano.

No mercado formal geral, o cenário foi diferente. As admissões de trabalhadores com ensino superior completo passaram de 1.321.843 para 1.320.154, enquanto a participação desse grupo permaneceu praticamente estável, de 9,46% para 9,45%.

Trabalho temporário reúne diferentes perfis profissionais

Embora o ensino médio completo concentre a maior parte das admissões, os dados mostram que a modalidade também alcança trabalhadores com diferentes níveis de escolaridade.

Em 2026, foram registradas 39.205 admissões temporárias de profissionais com ensino superior completo e outras 17.552 de trabalhadores com superior incompleto. Juntos, os dois grupos somaram 56.757 contratações no primeiro semestre.

Para Marcelo de Abreu, presidente da Employer Recursos Humanos, empresa especializada em trabalho temporário e tecnologias para Recursos Humanos, os números mostram que a modalidade pode atender profissionais em diferentes momentos da trajetória profissional.

“O trabalho temporário não está limitado a um único perfil profissional. Os dados mostram uma forte presença de trabalhadores com ensino médio completo, mas também apontam crescimento entre profissionais com ensino superior. Para quem busca uma oportunidade, essa modalidade pode representar uma forma de adquirir experiência, ampliar contatos e demonstrar suas competências no mercado.”

Direitos do Trabalhador Temporário   

Na modalidade temporária, o trabalhador tem anotação em carteira e os direitos assegurados pela legislação 6.019/1974. Dentre os direitos, estão inclusos pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13° salário e férias proporcionais ao período trabalhado. Ele recebe 8% dos seus proventos a título de FGTS e o período como temporário conta como contribuição para a aposentadoria.

Vale ressaltar que na legislação, o trabalhador temporário pode ser contratado por até 180 dias, com a possibilidade de prorrogação por mais até 90 dias. A efetivação pode acontecer a qualquer momento desse período. Junto à Previdência, o trabalhador temporário também tem todos os direitos garantidos, desde que se respeite a carência mínima exigida para o pagamento dos benefícios.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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