Ferramentas de inteligência corporativa ajudam empresas a identificar sinais de deterioração financeira com antecedência

Recuperações judiciais avançam no Brasil
Mais de 6,3 mil empresas brasileiras estavam em recuperação judicial no primeiro semestre de 2026, de acordo com o Monitor RGF-BizDoc. Para bancos, credores, escritórios de advocacia e grandes empresas, esse número é um alerta de que identificar riscos apenas quando o processo chega à Justiça pode significar agir tarde demais.
Segundo Rafael Mendes, CRO da LEME Inteligência Forense, esperar o pedido de recuperação judicial para agir significa ignorar uma série de sinais que surgem muito antes de a crise se tornar pública.
“Alterações na estrutura societária, aumento de ações judiciais, mudanças patrimoniais e relações entre empresas podem indicar esse cenário muito antes de o processo chegar ao Judiciário. A informação, por si só, não reduz riscos. O que faz diferença é transformar milhares de registros dispersos em inteligência para orientar decisões e identificar padrões que dificilmente seriam percebidos em análises isoladas”, afirma Mendes.
Esse novo comportamento do mercado tem ampliado o uso de ferramentas capazes de reunir informações societárias, patrimoniais, processuais e financeiras para revelar sinais de deterioração. “Nenhuma base de dados, sozinha, conta a história completa de uma empresa. O valor da tecnologia está justamente em conectar informações que parecem isoladas e revelar relações que ajudam a entender riscos, oportunidades e o contexto de cada operação.”
Quem está do outro lado

Mendes conta que “antes de conceder crédito, fechar uma parceria ou iniciar uma negociação, as empresas precisam entender o contexto completo de quem está do outro lado. Quanto mais cedo essas informações entram no processo, maior é a capacidade de evitar perdas e reduzir incertezas.”
Na LEME Inteligência Forense, essa mudança de comportamento já aparece nos números de utilização de sua plataforma. Desde janeiro, o Mapa de Relacionamentos da empresa ultrapassou 436 mil consultas voltadas à análise de vínculos entre pessoas, empresas e grupos econômicos, realizadas por uma base de mais de 6 mil usuários ativos, distribuídos em 24 estados brasileiros. “O módulo permite visualizar conexões entre pessoas, empresas e grupos econômicos, apoiando análises de crédito, investigações corporativas, recuperação de ativos e processos de due diligence”, explica.
A mesma inteligência que ajuda a antecipar riscos também pode fazer diferença quando o problema já chegou à Justiça. Foi esse tipo de abordagem que permitiu a um escritório parceiro da LEME recuperar uma dívida de R$ 702,8 mil apenas 30 dias após o ajuizamento da execução.
A plataforma ajudou a identificar informações relevantes para a negociação, encerrando um caso que envolvia um débito de R$ 695 mil e representou 17,1% da meta anual da carteira do escritório.
Importância da inteligência de dados
“Casos como esse mostram que inteligência de dados não serve apenas para encontrar informações. Ela ajuda a revelar oportunidades que podem mudar completamente o desfecho de uma negociação ou de uma estratégia jurídica. Muitas vezes, uma única conexão identificada no momento certo faz mais diferença do que semanas de pesquisa manual.”
A combinação entre prevenção e atuação depois do ajuizamento estará entre os destaques da Fenalaw 2026, principal encontro de inovação, gestão e tecnologia para o mercado jurídico da América Latina.
A LEME apresentará seu ecossistema de inteligência corporativa, com destaque para o Sonar. A plataforma reúne informações societárias, patrimoniais, financeiras, cadastrais e processuais em um único ambiente, permitindo consultar até 10 mil processos judiciais vinculados a uma pessoa, empresa ou advogado em tribunais de todo o país. Também estará no evento o Monitor de Falências e Recuperações Judiciais, que acompanha diariamente novos processos ajuizados em tribunais de todo o país.
“Eventos como a Fenalaw têm um papel importante porque aproximam quem desenvolve tecnologia de quem enfrenta esses desafios diariamente. O mercado jurídico está vivendo uma transformação baseada em dados, e compartilhar experiências acelera a adoção de práticas mais eficientes. Porque o objetivo não é apenas recuperar um crédito ou concluir uma investigação com mais rapidez, mas ajudar empresas e escritórios a tomar decisões mais seguras antes que o problema aconteça”, conclui.








