Dólar pode chegar a R$ 4,87 com redução do risco político no Brasil

Dólar pode chegar a R$ 4,87 com redução do risco político no Brasil

Estudo analisa eleições recentes no Chile, na Colômbia e no Peru e aponta potencial de valorização do real com redução do prêmio de risco

Uma eventual mudança de governo no Brasil, acompanhada de uma redução relevante do prêmio de risco doméstico, poderia abrir espaço para uma valorização adicional do real. É o que indica um estudo da Empiricus, elaborado por Laís Costa, a partir do comportamento de moedas latino-americanas após eleições presidenciais recentes.

A análise examinou os casos de Chile, Colômbia e Peru. Nos 42 pregões posteriores ao segundo turno, o peso chileno se valorizou 6,5% frente ao dólar, enquanto o peso colombiano avançou 9%. No Peru, a apreciação foi de 0,6%.

Os casos de Chile e Colômbia chamam a atenção por um aspecto: a valorização das moedas continuou mesmo depois de serem conhecidos os vencedores. No Chile, o movimento passou de 3,1% no primeiro mês para 6,5% em aproximadamente dois meses. Na Colômbia, avançou de 5,1% para 9%.

Segundo o estudo, o comportamento sugere que a precificação dos ativos não depende apenas do resultado das urnas. A composição do governo, a relação com o Legislativo, a credibilidade das primeiras sinalizações econômicas e a capacidade de implementar as políticas anunciadas também podem influenciar as expectativas dos investidores.

Para estimar os possíveis efeitos no Brasil, a Empiricus usou diferentes metodologias. No cenário principal, que considera a sensibilidade do real às variações de risco, a apreciação estimada é de 6,7%, o que levaria o dólar de R$ 5,15 para aproximadamente R$ 4,81. Em duas simulações mais conservadoras, o potencial de valorização fica entre 5,2% e 5,4%, com a cotação chegando à faixa de R$ 4,87 a R$ 4,88.

Os números são resultados de exercícios contrafactuais, e não projeções garantidas. O estudo considera apenas três eleições, com diferenças entre os países em termos de cenário fiscal, instituições e regimes cambiais. A magnitude de uma eventual valorização do real dependeria, sobretudo, de quanto uma mudança política seria interpretada pelo mercado como sinal de melhora das perspectivas fiscais e econômicas do Brasil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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