Transações de imóveis comerciais movimentam R$ 12,18 bilhões no 3º trimestre de 2026

Transações de imóveis comerciais movimentam R$ 12,18 bilhões no 3º trimestre de 2026

Relatório da Cushman & Wakefield aponta alta de 156% frente ao trimestre anterior

As transações de imóveis comerciais no Brasil, incluindo escritórios, galpões industriais e logísticos e propriedades de varejo, movimentaram aproximadamente R$ 12,18 bilhões no terceiro trimestre de 2026, com 41 operações, segundo o MarketBeat de Investimentos da Cushman & Wakefield. O volume representa alta de 156% em relação ao segundo trimestre, quando foram negociados R$ 4,84 bilhões, e de 178% frente ao mesmo período de 2025. Foi o segundo maior volume trimestral dos últimos 12 anos, atrás apenas do quarto trimestre de 2025.

De janeiro a setembro, o mercado acumulou aproximadamente R$ 25 bilhões em transações, crescimento de 94,9% frente ao mesmo período de 2025. O resultado já se aproxima dos R$ 26,6 bilhões movimentados durante todo o ano passado, embora os juros elevados e as incertezas econômicas ainda pesem nas decisões de investimento.

“O terceiro trimestre registrou o segundo maior volume de transações dos últimos anos, o que demonstra que o mercado continua encontrando oportunidades de investimento, mesmo em um cenário desafiador. Mas esse resultado não significa, necessariamente, uma tendência de crescimento sustentado. Os investidores seguem seletivos, e os juros elevados ainda pesam nas decisões de compra, especialmente na avaliação dos riscos e do retorno esperado de cada operação”, afirma Renato Paglarin, Coordenador de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield.

Destaques do 3T2026 – MarketBeat Cushman & Wakefield

  • Volume financeiro: R$ 12,18 bilhões
  • Número de transações: 41
  • Área transacionada: 1.206.628 m²
  • Preço médio ponderado: R$ 6.495/m²
  • Cap rate médio: 9,25% ao ano

Desempenho por segmento (volume financeiro)

– Industrial: Liderou com R$ 5,50 bilhões (45,1% do total), ante R$ 2,94 bilhões no 2T2026. O setor somou 12 transações e cerca de 1,09 milhão de m² negociados. Destaque para o KSM LOG Guarulhos I, adquirido pelo TRXF11 por aproximadamente R$ 1,44 bilhão.

– Office: Movimentou R$ 2,79 bilhões (22,9% do total), frente a R$ 530,7 milhões no trimestre anterior, em 13 operações. Entre os destaques, a negociação do JK Square e River South, em São Paulo, por cerca de R$ 1,12 bilhão.

– Retail: Registrou R$ 3,89 bilhões (31,9% do total), frente a R$ 1,37 bilhão no 2T2026, em 16 operações. Destaque para a aquisição de participações em cinco empreendimentos comerciais pelo TRXF11, por aproximadamente R$ 876,1 milhões.

Perspectivas para o fechamento de 2026

“Apesar dos juros elevados, os fundamentos do mercado imobiliário continuam despertando o interesse dos investidores. A redução da vacância e a valorização dos aluguéis em determinados segmentos contribuem para a atratividade dos ativos. No entanto, isso não significa que qualquer imóvel seja uma oportunidade. O investidor está atento à localização, à qualidade dos contratos e à capacidade de geração de renda no longo prazo”, explica Paglarin.

A redução da Selic para 13,75% em setembro não elimina os desafios impostos pelo atual patamar dos juros, que continua favorecendo a busca por ativos com receitas previsíveis e fundamentos sólidos. A continuidade do ritmo de transações dependerá da evolução do cenário macroeconômico e das condições de financiamento, sem que o resultado expressivo do terceiro trimestre represente, necessariamente, uma tendência de aceleração para os próximos períodos.

Crédito da imagem: AdobeStock

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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