Fim da cobrança agressiva: como a IA Empática ajuda o varejo a recuperar crédito

Tecnologia oferece acordos automáticos baseados no perfil do cliente, evitando desgaste na relação comercial
Com o endividamento alcançando 81,6% das famílias brasileiras em 2026, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, o setor financeiro e varejista enfrenta o desafio de cobrar valores em aberto sem ser invasivo e desgastar a relação de longo prazo com o cliente. Para solucionar essa dor do mercado, a Zenvia, empresa de tecnologia especializada em soluções de inteligência artificial para a experiência do cliente (CX), tem apostado no conceito de “IA Empática”.
A estratégia foca no uso de lembretes inteligentes e chatbots para a negociação imediata. A tecnologia oferece opções de parcelamento baseadas no perfil do consumidor, combinando a humanização do atendimento automatizado à confiabilidade no manuseio de dados sensíveis.
“Em um cenário onde uma parcela significativa da população possui contas em atraso, a abordagem de cobrança dita se o consumidor voltará a fazer negócios com a marca”, explica Gilsinei Hansen, VP de Negócios, Marketing e Tecnologia da Zenvia.
“A inteligência artificial aplicada à recuperação de crédito deixou de ser uma simples automação de mensagens para compreender intenções e contextos. Hoje, ela ajusta o tom e o momento ideal do contato, oferecendo uma saída colaborativa”, avalia Hansen.
Na prática, a IA Empática funciona do seguinte modo: imagine que um comércio deseja contatar um cliente que não pagou a fatura de um eletrodoméstico devido a um imprevisto financeiro pontual. Em vez de enviar uma notificação agressiva, o sistema dispara um lembrete inteligente. Esse primeiro envio pode ser feito por WhatsApp, por ser um canal de alta conversão, mas a conversa pode continuar por RCS, SMS, E-mail ou Webchat (com agente de IA, no caso da Zenvia) para reduzir custos operacionais desde a chegada do novo modelo de cobrança da Meta para WhatsApp API, em 1 de outubro. Depois, o robô avalia o histórico de compras e o perfil do consumidor para propor, na própria conversa e em linguagem natural, condições de parcelamento viáveis.
Para viabilizar essas interações de forma segura, a operação é estruturada em um ambiente focado em transparência e governança de dados, garantindo que a inteligência artificial acesse apenas os dados estritamente necessários para a elaboração do acordo, como o valor da dívida.
Com a aplicação dessas políticas de privacidade e segurança, as empresas mitigam os riscos de exposição indevida, condição essencial para que o consumidor sinta segurança ao realizar acordos financeiros por meio de canais automatizados.








