Pesquisa aponta que viagens de negócios atingirão a marca de US$ 792 bilhões até 2026

No auge da pandemia da Covid-19, em novembro de 2020, Bill Gates, bilionário fundador da Microsoft e atualmente o terceiro homem mais rico do planeta, fez previsões drásticas sobre o futuro das viagens corporativas: “Minha previsão é de que mais de 50% das viagens a trabalho e mais de 30% dos dias no escritório vão acabar”.

Mas o tempo mostrou que, mesmo com muitas incertezas que ainda pairam em torno da indústria de viagens, desde o surgimento de mais variantes do Coronavírus e a total erradicação da Covid-19, a qual parece improvável, e a trajetória da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, no mercado corporativo, as pessoas estão saindo do on-line para o presencial. Trata-se do retorno das viagens corporativas. Um estudo de mercado recente publicado pela Global Industry Analysts, Inc. (GIA), intitulado “Business Travel – Global Market Trajectory & Analytics”, apontou que as viagens de negócios, domésticas ou internacionais, as quais compreendem trabalho, hospedagem, alimentação, lazer e transporte, estão entre os principais contribuintes para a economia global e a perspectiva é que atinjam US$ 792 bilhões até 2026.

Propelida por esta tendência, a Gol viu sua receita líquida com o transporte de passageiros, em janeiro e fevereiro, atingir patamares de comercialização que superaram o mesmo período pré-pandêmico de 2019, em 10% e 30%, respectivamente – valores que expandiram para 60%, em março de 2022, alavancados pelo aumento de 63% nas vendas para o segmento corporativo e o estímulo para as viagens de trabalho combinadas com lazer – bleisure.

A Azul, em comparação com 2019, somente no primeiro trimestre de 2022, teve um crescimento de 16,8% na receita de passageiros, comparado com o mesmo período de três anos atrás.

Tanto a Gol quanto a Azul deixaram claro em sua apresentação trimestral aos investidores a importância da retomada das viagens a trabalho para a melhora dos indicadores financeiros: “Terminamos o trimestre com nove meses consecutivos de forte e crescente demanda de lazer, ao mesmo tempo em que o corporativo acelerou rapidamente, nos permitindo elevar tarifas para compensar o aumento dos preços dos combustíveis”, afirmou a Azul em relatório do primeiro trimestre de 2022.

Novos programas

Marcelo Linhares
Marcelo Linhares.

Impulsionadas pela expansão da indústria de viagens e turismo como um todo, visto que depois de dois anos de reclusão as pessoas não aguentam mais ficar “trancadas em casa”, pelo aumento das iniciativas de reuniões, lançamentos de produtos, feiras, marketing, conferências e eventos, bem como pelo aumento da globalização de negócios, empresas que operam neste cenário estão tentando fazer programas bem gerenciados e econômicos aos clientes.

Como a Onfly, por exemplo, startup 100% nacional que tem por propósito promover e facilitar a gestão de viagens a trabalho. Por lá, foi registrado, em maio, um crescimento de 900% em relação ao período pré-pandemia. Marcelo Linhares, CEO da Onfly, enaltece que é unânime entre seus clientes o conceito de que viajar nessa modalidade é fundamental para o estabelecimento de parcerias e fechamento de novos contratos, e as plataformas de gestão de viagens on-line vieram para facilitar a vida dos empresários e aumentar a produtividade dos colaboradores: “Então, naturalmente, trata-se de um segmento extremamente promissor”.

Para se ter uma ideia da expansão, só no primeiro trimestre do ano, o faturamento com as reservas de hotel no sistema da Onfly aumentou 417%, enquanto o faturamento com as viagens de avião cresceu em 745%, quando comparados ao mesmo período do ano passado.

De olho nessa fatia promissora do mercado, a Onfly vem se aperfeiçoando e se reinventando a cada novo cenário. Um exemplo disso é o lançamento do seu cartão corporativo, em formato físico e virtual, e a inclusão de ônibus em sua plataforma “all-in-one”, que permite que qualquer colaborador, dentro de uma política pré-configurada de viagens e despesas, consiga reservar suas próprias viagens e digitalizar as despesas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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