Cenário para empreendedorismo será mais desafiador em 2023

Cenário para empreendedorismo será mais desafiador em 2023

Chave para o sucesso está na construção uma nova cultura criativa direcionada ao ambiente de negócios

Ser dono do próprio nariz e poder escolher por onde, de que maneira e em qual momento irá fazer negócios se tornou um dos grandes desejos nacionais, é o que aponta o último levantamento Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizado no Brasil juntamente com o Sebrae. De acordo com a pesquisa, quase metade dos novos MEIs (Microeempredores Individuais) empreendem por necessidade, ou seja, se aventuraram na atividade comercial porque não tiveram alternativa para adquirir renda.

À falta de uma educação formal para gerir empresas e à inexperiência no mundo corporativo, soma-se a instabilidade no mercado nacional, o que pode declarar o fechar de portas definitivo de empreendimentos, até aqueles com bastante experiência no segmento de atuação.

Na avaliação de Sulivan França (foto), presidente da Sociedade Latino-Americana de Coaching (SLAC) e empreendedor há mais de duas décadas, para além da baixa flexibilidade de empresas com a chegada de novas demandas, existem gargalos importantes na educação corporativa e cultura empresarial de operadores de negócios. “Não é raro encontrar empreendimentos, sobretudo com menos de 3 anos de vida, que vivem contratempos até com as operações e os conceitos mais simples da cadeia empresarial. A ausência de uma educação formal voltada aos negócios faz a diferença, mas, o que falta no país é criatividade, aquele ‘algo a mais’ que destaca a organização”, afirma.

Para Sulivan, o êxito empresarial anda de lado a lado com uma cultura organizacional planificada, bem-estruturada e criativa. “Quando vemos as marcas que hoje dominam nossas vidas como Google, Apple e Meta, pensamos que a caminhada até o topo é impossível. Contudo, se fizermos uma análise retrospectiva e analisar o período em que essas organizações ganharam terreno, perceberemos que nenhuma dessas empresas ‘reinventou a roda’, elas somente somaram uma ideia excelente, um planejamento estratégico convencional, com uma necessidade que abrangia a todos na época – o que hoje chamamos de ‘visão empreendedora'”, explica.

De acordo com Sulivan, o universo do empreendedorismo representa uma travessia necessária, seja por necessidade, planejamento ou inspiração. “Trata-se de uma experiência em que não apenas atingimos a melhor versão de nós mesmos, mas sim, é vivência que permite transformar objetos, pessoas e negócios de maneira rápida e perene, assim revelando a faceta mais humana em cada um de nós: a aptidão para expandir e consolidar relacionamentos em ciclos duradouros”, conclui, ressaltando a importância da uma postura propositiva para negócios.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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