Azul faz acordo para repactuação de 92% de suas dívidas

Azul faz acordo para repactuação de 92% de suas dívidas

GOL também poderá ser impactada por conta do codeshare

Na noite desta segunda-feira (7), a Azul firmou um acordo para a repactuação de contratos comerciais com fornecedores que correspondem a 92% de suas dívidas. Esse valor está relacionado à dívida que será convertida em ações da companhia aérea.

O acordo estabelece que os proprietários dos aviões – correspondendo a arrendadores e fabricantes de equipamentos utilizados pela companhia – concordaram em reduzir as dívidas da cia aérea em aproximadamente R$ 3 bilhões, com a conversão das obrigações em até 100 milhões de ações preferenciais da Azul, que serão emitidas em uma única vez.

De acordo com Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Empresarial, o acordo firmado pela Azul pode ser considerado uma modalidade de recuperação extrajudicial. “Embora tecnicamente não tenha sido formalizada como recuperação extrajudicial na forma da Lei nº 11.101 /05, a recuperação extrajudicial é a  renegociação de dívidas feita fora do judiciário, na qual a empresa entra em acordo diretamente com seus credores para evitar uma recuperação judicial tradicional, que envolveria processos mais formais e judiciais”, explica.

No caso da Azul, a empresa conseguiu renegociar cerca de R$ 3 bilhões de sua dívida com 92% dos seus credores, evitando assim um processo de recuperação judicial ou um pedido de proteção sob o “Chapter 11” nos EUA. “Esse acordo envolve a conversão de dívidas em ações, o que permitirá à Azul reduzir significativamente suas obrigações financeiras sem passar por um processo judicial formal, o que se alinha com os princípios de uma recuperação extrajudicial”, acrescenta.

Como consequência do acordo de codeshare entre a GOL e a Azul, qualquer mudança na saúde financeira ou operacional de uma das companhias pode afetar a outra. Com a Azul lidando com dívidas e tendo que fazer ajustes para manter suas operações, a GOL pode ser afetada de várias maneiras, conforme explica o advogado.

Um dos impactos possíveis é na alteração de operações da companhia. “Se a Azul tiver que reduzir ou ajustar suas rotas e operações como parte de sua reestruturação financeira, isso pode impactar os voos compartilhados com a GOL, criando possíveis ajustes na malha aérea combinada”, alerta. No entanto, o especialista reforça que a estabilização financeira proporcionada pela renegociação das dívidas ajuda a diminuir esse risco.

Por outro lado, se a reestruturação financeira da Azul for bem-sucedida, isso pode reforçar a competitividade da empresa, o que pode ser positivo para o codeshare com a GOL, mas ao mesmo tempo, pode aumentar a concorrência no mercado doméstico. “A Azul estaria em uma posição mais forte para competir diretamente com a GOL, dependendo de como a fusão entre as duas ou uma parceria mais ampla se desenvolve”, afirma Canutto.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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