Brinquedos licenciados já representam 30% do mercado no Brasil

Brinquedos licenciados já representam 30% do mercado no Brasil

Dados apresentados na Licensing CON 2025 mostram avanço global e nacional, com crescimento puxado por colecionáveis, nostalgia e propriedades que atravessam gerações

Os brinquedos licenciados nunca estiveram tão em evidência. Segundo dados apresentados por Célia Bastos, diretora comercial da Circana, durante a Licensing CON 2025, esse mercado já responde por 30% de todo o faturamento do setor no Brasil, um salto em relação ao ano anterior, quando representava 26%.

No Brasil, nomes como Pokémon, Hot Wheels, Minecraft, LEGO e Funko estão puxando a fila do crescimento, ao lado de franquias que atravessam gerações, como Harry Potter, Batman e Disney Princess. Entre os destaques, estão as linhas LEGO Speed Champions (+132%), Funko (+156%) e LEGO Technic (+64%), que confirmam a força das marcas, quando associadas à inovação e ao vínculo emocional com o público.

Globalmente, o setor também apresenta vitalidade. No primeiro semestre de 2025, o mercado de brinquedos nos 12 países monitorados, cresceu 7% em faturamento. As categorias que mais se destacaram foram blocos de montar, cartas colecionáveis, jogos de tabuleiro, pelúcias e colecionáveis, todas fortemente adotadas por adolescentes e adultos. Os colecionáveis, sozinhos, subiram 35% em 2025, impulsionados pela inovação dos fabricantes e pela força das redes sociais.

As licenças focadas em entretenimento também avançaram, crescendo 17% e passando a representar 36% do faturamento global de brinquedos. Nesse cenário, Pokémon permanece como a propriedade número 1, mundialmente, pelo quarto ano consecutivo, reforçando seu impacto cultural. A Circana também chama atenção para uma mudança de longo prazo: até 2070, a população mundial com mais de 65 anos deve superar o número de pessoas com até 18 anos, o que aponta para um novo perfil de consumidor de brinquedos, cada vez mais intergeracional.

Entre os fenômenos que ilustram essa tendência, está o sucesso dos Labubus, criados pelo artista Kasing Lung e popularizados pela Pop Mart. Inspirados na mitologia nórdica, eles conquistaram fãs de todas as idades ao unir estética única, caixas-surpresa que incentivam a coleção, distribuição omnichannel e edições limitadas que alimentam o mercado de revenda. Hoje, celebridades como Dua Lipa, Rihanna e Lisa, integrante do Blackpink (e famosa por sua grande coleção de monstrinhos), dão ainda mais visibilidade ao fenômeno, transformando o Labubu em um ícone que cruza as fronteiras entre moda, cultura pop e varejo.

“As licenças deixaram de ser um apelo restrito ao público infantil. Elas atravessam gerações, unem entretenimento, nostalgia e estilo de vida. O crescimento no Brasil mostra que o consumidor está cada vez mais disposto a investir em marcas e personagens que tenham conexão emocional e relevância cultural”, destacou Célia Bastos.

A apresentação da Circana na Licensing CON 2025 mostrou que o licenciamento deixou de ser tendência, para se tornar peça-chave do setor de brinquedos. Ao reunir crianças, teens, adultos e até públicos sêniores em torno de propriedades que atravessam gerações, o mercado se reinventa mais conectado à cultura pop, mais tecnológico e mais emocional. O futuro dos brinquedos licenciados é de expansão, e de presença cada vez mais intrínseca no cotidiano dos consumidores.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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