Americanas tem aumento de 13% de venda por m2 de lojas e protocola saída da Recuperação Judicial

Americanas tem aumento de 13% de venda por m2 de lojas e protocola saída da Recuperação Judicial

Performance evidencia reestruturação radical do negócio nos últimos anos e consolida nova fase da varejista, com plano estratégico para 2029

A Americanas divulgou hoje o balanço financeiro de 2025 com melhora expressiva nos indicadores financeiros e operacionais e desempenho de vendas acima da inflaçãoNo consolidado do ano anterior, a companhia registrou o crescimento de 7,8% nas vendas brutas no índice “mesmas lojas”, que evidenciou o crescimento de 13% da receita bruta por m² em comparação com o ano anterior. Os resultados apresentados estão em linha com a nova proposta de valor da companhia, que tem a loja física como protagonista e o digital como complemento da jornada omnicanal para uma experiência completa de compra.

O Ebitda Ajustado ex-IFRS 16, que exclui as despesas e eventos relacionados à recuperação judicial e às investigações da fraude e inclui o pagamento de aluguéis, foi de R$ 277 milhões. A melhora no indicador é de R$ 169 milhões ano contra ano e traduz a execução disciplinada das iniciativas para a reconstrução do negócio. O amadurecimento operacional também é refletido nas despesas com SG&A em 2025, que, excluindo depreciação e amortização, totalizaram R$ 748 milhões, uma redução de 18,1% em relação ao ano anterior.

Resultado Líquido apresenta melhora de R$ 280 milhões

A Americanas encerrou o ano de 2025 com um resultado líquido das operações continuadas positivo de R$ 98 milhões, uma melhora de R$ 280 milhões. É importante notar que este resultado financeiro não é comparável aos R$ 8,6 bilhões positivos de 2024, uma vez que o ano anterior foi beneficiado pelos haircuts dos credores com a novação da dívida no âmbito da execução do plano de recuperação judicial; ao excluir esse efeito relacionado aos haircuts, o prejuízo registrado em 2024 foi de R$ 182 milhões negativos.

Analisando especificamente o quarto trimestre de 2025, a Americanas registrou um lucro líquido de operações continuadas (excluem as operações de Hortifruti Natural da Terra e Grupo Uni.co, em processo de venda pela companhia) de R$ 206 milhões, contra uma perda de R$ 385 milhões no mesmo período de 2024 e encerra o período com Caixa Líquido – caixa maior do que dívida trazida a valor presente -, resultado da combinação de estrutura de capital sólida e eficiência, com redução do consumo de caixa operacional.

Centenário e plano estratégico até 2029

Com sua base financeira e operacional reestruturada, a Americanas entra em um novo ciclo estratégico trienal até 2029, em agenda dupla dedicada ao aprofundamento no conhecimento do consumidor, a partir de um fluxo médio de visitas de mais de 95 milhões de pessoas nas lojas, no site e no app da Americanas. O primeiro pilar, de Performance, foca em acelerar resultados com excelência operacional e evoluir na experiência do cliente através de uma estratégia comercial alinhada à precificação, à relação reformulada com fornecedores, à melhoria no atendimento e à modernização das lojas.

A segunda agenda, de Transformação, busca uma mudança significativa na experiência de compra em categorias alinhadas à expectativa do consumidor, ampliando a conexão através do programa de fidelidade “Cliente a”. Hoje, a varejista já possui mais de 40% de compras identificadas nas lojas, apresentando um gasto médio mais alto do cliente fidelizado e uma recorrência duas vezes e meia maior. “Estamos definitivamente vivendo uma nova fase em 2026, concluindo um ciclo de 3 anos de uma reestruturação intensa em todas as frentes de negócios e preparando a companhia para voltar a crescer”, comenta Fernando Soares, CEO da Americanas.

Saída da Recuperação Judicial

A conclusão do ciclo mencionado pelo executivo coincide com o pedido de encerramento do processo de Recuperação Judicial junto à 4ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, protocolado nesta quarta, 25. A solicitação foi feita pouco mais de dois anos após a homologação do Plano de Recuperação Judicial. A companhia cumpriu com todas as obrigações previstas nos dois anos de fiscalização do plano e vem se reestruturando financeira e operacionalmente, desde janeiro de 2023, após a descoberta da fraude de resultados cometida pela gestão anterior.

“A saída da RJ libera a nossa agenda. Deixamos as discussões que já se esgotaram e partimos em direção ao futuro. Estamos prontos para acelerar o crescimento sustentável com muita responsabilidade e otimismo. Não existe futuro sem presente, e é isso que estamos construindo juntos na Americanas”, conclui Fernando Soares.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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