Renda Fixa garante a rentabilidade dos planos de previdência privada

fundo de previdênciaA economia brasileira tem sido fortemente impactada pelo aumento da taxa de juros e da inflação. Para os analistas de instituições financeiras, a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), deve superar a barreira dos 8% nesse ano. Para o diretor da Senzala Corretora de Seguros, André Coutinho, se o cenário que se desenha tem reflexos diretos na capacidade de compra, também atinge os investidores, “principalmente os que têm dinheiro aplicado em fundos de investimento, como no caso da previdência privada, em função do retorno obtido”.

Quanto à rentabilidade da aplicação, Coutinho afirma que a previdência privada tem obtido um bom desempenho, especialmente para os planos compostos por fundos de Renda Fixa. Em fevereiro desse ano, nas operações de curto prazo, o rendimento variou entre  0,8% a 1%, bem superior à poupança, que obteve rentabilidade de 0,52%. “Uma das vantagens da previdência privada é que ela atende diferentes perfis de investidores, tanto os mais agressivos, que preferem aplicar em papéis diferentes para aumentar a rentabilidade, quanto os mais conservadores, que preferem títulos públicos”, comenta.

O diretor da Senzala Corretora de Seguros reforça que, nesse momento, a orientação para quem quer ingressar na previdência privada é optar por fundos com taxas de administração mais baratas, que vão garantir uma rentabilidade maior, como a Renda Fixa. A modalidade consiste na compra de títulos que pagam, em períodos definidos, uma certa remuneração que pode ser definida no momento da aplicação.

“A Renda Fixa é mais atrativa porque comporta títulos pré e pós-fixados, além de planos com características de índice, alguns deles indexados pela inflação oficial. Com a elevação da taxa de juros, para investimentos no curto prazo, tornam-se interessantes os títulos pré-fixados”, assinala. Os títulos pré-fixados são aqueles cuja remuneração é definida no momento da aplicação, enquanto os pós-fixados compreendem aqueles cujo rendimento é determinado pela variação de um certo índice, mais uma taxa de juros determinada no início da operação, descontada a inflação do período.

Para quem já conta com plano de previdência privada, Coutinho diz que, considerando um perfil mais conservador, é mais vantajoso manter a aplicação em títulos públicos, do que migrar para papéis privados ou títulos de prazos maiores. “Como as ações estão em baixa, uma possibilidade seria a compra dessas cotas de capital, dentro do limite máximo previsto, para vender na alta e tentar obter uma rentabilidade maior no futuro. Porém, o risco dessa operação é alto”, pondera. A legislação determina que, na previdência privada, tenha-se até 49% de renda variável na composição dos fundos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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