Estratégia comercial para assegurar caixa positivo até o final do ano

Alessandro Candiani.
Alessandro Candiani.

Com certeza você já parou para pensar que mais da metade do ano já passou e a situação econômica da sua empresa pode ainda não estar em um patamar tão bom quanto gostaria. Não é pra menos, a crise tem afetado diversos setores do mercado; mas isso não é motivo para entregar os pontos e não reagir. Afinal, ainda dá tempo de mudar esse cenário e fechar o ano longe do vermelho.

Reagir é uma ação que requer urgência – não se pode perder tempo com aquilo que não traz resultados efetivos e nem apostar em estratégias de longo prazo. Dentre as possibilidades mais imediatas está a permuta, que é muito usada por empresas em todo o mundo no âmbito empresarial em todas as épocas do ano. Porém, para os últimos meses do ano, diante de cenário tão desfavorável, é uma forma muito eficiente e produtiva para se ocupar serviços e produtos ociosos – que, afinal, são aqueles que pesam no orçamento de qualquer empresa. A permuta traz diversos benefícios, é mais uma forma de pagamento que pode facilitar a conclusão de uma venda, atrair novos clientes, evitar desperdícios, reduzir a capacidade inativa e estoques parados, além de ser uma vantagem competitiva aos concorrentes que não trabalham com tal modalidade de pagamento.

Mesmo sendo uma forma antiga de se fazer negócios, muitos empresários ainda desconfiam dessa forma de comércio e ainda se perguntam se vale a pena ou não receber o pagamento em permuta. Normalmente é um questionamento que acontece devido à falta de informação sobre o assunto e por não se entender os benefícios de imediato.
Uma pergunta a ser feita é se a empresa prefere pagar em dinheiro os produtos ou serviços a serem adquiridos, ou pagar com seus próprios serviços ou produtos. Quando o empresário entende que pode adquirir com a troca serviços que precisam na companhia, como segurança, limpeza, entregador, logística, publicidade, impressão, entre outros; e produtos como papelaria, produtos de higiene, brindes etc.; a resposta se torna óbvia: se vou adquirir o que preciso, pagando com o que tenho – vale a pena, sim, pagar em permuta.
Porém, é claro que são necessários alguns cuidados. Deve-se entrar numa rede de permuta séria, que faça uma intermediação no negócio e ultrapasse o comércio de troca bilateral mais antigo, e transformando-se em um inovador conceito multilateral, onde cada cliente opte pela quantidade e pela qualidade do produto ou serviço que “adquire”, determinando de quem o adquire e pagando-o em Unidades de Permuta (UPs), que são créditos recebidos em troca dos produtos ou serviços disponibilizados e vendidos no intercâmbio.
Outro cuidado a ser tomado é que a permuta deve ser previamente avaliada, contendo preços, prazos e condições de venda. Lembrando que, pela legislação brasileira, os impostos e tributos para vendas em permuta não são diferentes das vendas em dinheiro, sendo obrigatória a emissão de nota fiscal entre as partes.
O artigo foi escrito por Alessandro Candiani, que é presidente da Permute.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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