Ética e transparência colaboram para economia

Robson Costa.
Robson Costa.

Quando um fornecedor não é transparente na relação de contas que emite ao cliente, ele não se preocupa em esclarecer as tecnologias utilizadas e o produto que o cliente está, de fato, contratando. Sem expertise dentro de uma determinada área, o cliente acaba por optar por custos menores – muitas vezes até mesmo enganosos – e se espelhando em modelos já conhecidos no mercado que trazem um falso ar de segurança, no sentido de ser a prática comum, sem altos riscos ou necessidade de análise e reflexão. Mas não é verdade. O que o empresário precisa se perguntar é: o que os outros fazem no mercado e que traz resultado? Em um cenário de crise, altamente competitivo, e onde vemos diversas empresas passarem por situações de endividamento, demissões e retração, será que as tomadas de decisão convencionais não foram o que acarretaram estes quadros adversos?

Optando pelo básico, as empresas acabam por desconsiderar novas possibilidades. Na área de telefonia, as empresas normalmente contrataram as cinco maiores operadoras (que não coincidentemente também são as empresas mais reclamadas nos Procons) e adquirem um PABX simples – porque telefonia normalmente é relegada ao status de não prioritário – limitando as possibilidades de prover inteligência ao canal de comunicação do negócio. É imprescindível refletir: quando a comunicação é coadjuvante da operação, desconsiderando novas possibilidades, não está também deixando de vislumbrar resultados nunca antes alcançados?

No caso das operadoras, as tarifas são seu marketing atrativo, sempre aparecendo como “baratas”, mas acobertando os verdadeiros gastos, mais difíceis do cliente compreender. Estes fornecedores de linhas omitem informações – conscientemente num puro jogo de marketing. Isso não somente prejudica uma empresa financeiramente, trazendo gastos e dores de cabeça infindáveis, como também passa por cima da ética profissional.

Já nas centrais, existe toda uma cadeia de negócio com diversos interessados em manter este modelo de aquisição estéril, e muitas vezes insalubre: o fabricante, o engenheiro, o distribuidor, a loja, e o técnico – muitos fornecedores envolvidos em um único processo. A descentralização do conhecimento é muitas vezes proposital: com a distância, cria-se isenção de responsabilidade de ativação do projeto em si. O cliente, sem experiência, não consegue resolver situações-problema e perde muito tempo com isso, quando deveria direcionar seus esforços para seu próprio negócio.

Parceiros ideais se comprometem com a implementação de um projeto e apontam o caminho do sucesso para as empresas. A melhor forma de se inteirar sobre o assunto é buscar empresas que atuem de forma ética. Para identificá-las, é importante entender suas práticas e valores, buscar empresas que consigam administrar, além dos seus serviços, canais com outros fornecedores, para criar sinergia nas decisões e solicitações. Busque por empresas focadas no relacionamento próximo e no sucesso do cliente.

O artigo foi escrito por Robson Costa, que é diretor do Grupo Encanto Telecom.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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