Por que a crise vai deixar os clientes mais exigentes no Natal?

Mário Rodrigues.
Mário Rodrigues.

Data mais importante do comércio, o Natal se aproxima com perspectivas não tão boas para o consumo. De acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o volume de vendas no país deve ter uma queda entre 4% e 5%, na comparação com o mesmo período de 2015. A grande questão no momento é o que as empresas e estabelecimentos precisam fazer para se salvar diante desse cenário. E mais: será que preparar os vendedores para o período pode colaborar com o aumento dos resultados?

Os profissionais de vendas devem entender que uma nova demanda surgiu no mercado e que é preciso estar pronto para encará-la. A redução nas vendas não significa que as pessoas pararam de consumir, mas diminuíram os gastos. Os consumidores que compravam nos concorrentes mais caros agora vão aparecer no seu balcão em busca de um presente ou lembrancinha de menor custo.
Isso não quer dizer, porém, que se contentarão com um serviço ruim – afinal, eles estão acostumados a um atendimento de qualidade. É a oportunidade perfeita para o vendedor criar um bom relacionamento com esses novos clientes, que podem gostar do atendimento e continuarem como clientes, mesmo após a crise e ajudar ainda a melhorar o preço dos seus produtos.

Outra tendência provocada pela crise é o “atraso” para ir às compras de Natal, pois o consumidor passou a pesquisar com cuidado tanto sobre a qualidade quanto sobre os preços de produtos e serviços. Neste momento, é fundamental que as lojas convençam o cliente de que vale a pena comprar antes e não deixar tudo aos 45 do segundo tempo. Oferecer algo em troca – como desconto, premiação, sorteios, brindes ou até mesmo formas diferenciadas de pagamento – pode fazer a diferença.

No entanto, mesmo que ofereça algo para que os consumidores comprem antes, é preciso estar preparado para as compras de última hora. A grande maioria vai esperar para ver as opções e, principalmente, para ter a certeza de que os preços caíram ou não. O segredo para não ser afetado pela expectativa negativa no fim do ano é se adaptar às necessidades do cliente.

O artigo foi escrito por Mário Rodrigues, que é diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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