Automação de processos gera redução de custos e aumento de produtividade

Gustavo Santarém.

O comportamento do consumidor é um grande direcionador dos negócios e, por isso, a utilização de um autosserviço e atendimento multicanal, que valorize sua experiência, são demandas crescentes e cada vez mais presentes nas companhias. Os serviços automatizados para service desk, além de reduzirem os custos, tornam a empresa mais produtiva e competitiva, além de colocá-las em um patamar diferenciado no mercado, visto que 50% das interações com os clientes será influenciada por soluções de real-time analytics em 2018, segundo o Gartner. Por meio de análises cognitivas em grande volume de dados, é possível reduzir os chamados que dependem da operação humana, a fim de garantir maior produtividade da equipe.

A possibilidade de atendimento por diversos canais, como chat, redes sociais, aplicativos de mensagens, portais e outros canais digitais, deixam o ambiente mais disponível, gerando menos perda de atendimento e maior satisfação do usuário, que além de acessar o serviço pelo canal mais conveniente, tem autonomia para resolver problemas a partir do autosserviço. Ainda segundo o Gartner, em 2015, 74% dos clientes utilizavam mais de três canais de atendimento, sendo que 68% deles desejavam resolver suas solicitações através de autosserviço. Apesar de o telefone ainda ser principal meio de contato com o service desk, é considerado o método mais caro, se comparado aos outros canais de atendimento. Isso porque, além do custo operacional, durante um chamado telefônico, o analista só consegue prestar assistência a um único cliente, enquanto por chat, por exemplo, é possível atender mais de uma pessoa simultaneamente.

Embora o atendimento automatizado de service desk seja eficaz a diversos segmentos da economia, é muito bem aproveitado, principalmente, nos setores que demandam maior interação com o público ou que apresentem muitos processos, como serviços, indústria e o setor financeiro. Nestes casos, a pressão por resultados é muito grande, há volume considerável que permite a automação e o ambiente precisa estar disponível para gerar resultados.

O sistema parado de um bankline ou e-commerce, por exemplo, pode gerar perdas inestimáveis para as companhias. A linha de produção de uma fábrica, ao parar por alguns instantes, gera prejuízos colossais. Quando um funcionário para as atividades, não está produtivo para a empresa. É preciso estar preparado para uma possível instabilidade no sistema e ter uma resposta rápida para resolver a questão. As paradas precisam ser previstas, a fim de diminuir o impacto nos resultados. E isso só é possível com a utilização de tecnologias voltadas à inovação, automação e conectividade entre os dispositivos.

Mas é importante ressaltar a necessidade de respeitar os limites, a maturidade e o momento de cada setor ou companhia. Os bancos, por exemplo, têm extremo cuidado com a segurança da informação. São particularidades que precisam ser levadas em consideração para o bom andamento do negócio e a preservação dos clientes. Além disso, a cultura e perfil dos usuários devem ser avaliados criteriosamente para que essas tecnologias sejam devidamente utilizadas.

Ao automatizar as tarefas do dia a dia, o empregador torna o ambiente mais acessível e oferece uma proposta mais competitiva ao mercado, liberando a mão de obra humana para atividades que realmente exijam o conhecimento de um profissional qualificado. Tudo isso converge para a redução de custo e satisfação do usuário.

A inteligência humana não será substituída e sim canalizada para setores em que possa ser explorada e melhor aproveitada para gerar ganhos reais às entidades.

O artigo foi escrito por Gustavo Santarém, que é gerente de Produto de Serviços Gerenciados de TI da Algar Tech.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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