Como a inteligência artificial pode mudar a nossa vida?

Juarez Araújo.

A inteligência artificial desperta alguns temores nas pessoas. Isso porque os filmes de Hollywood não costumam abordar os aspectos positivos e favoráveis da tecnologia à favor da humanidade. No fim, sempre tem algo que dá errado. Mas afinal, poderia a máquina nos substituir? Poderia a máquina ser mais inteligente e nos dominar? Onde a inteligência artificial já está sendo utilizada?

Primeiro precisamos definir o que é substituir. A “máquina” vai nos substituir em algumas tarefas sim, é fato. Alguns trabalhos deixarão de existir simplesmente por serem repetitivos e não requererem mais a intervenção de um ser humano. Uma “máquina” que aprende e executa de maneira milimétrica o trabalho sem errar por milhões e milhões de vezes, que não se cansa e é capaz de corrigir o seu próprio erro em segundos, já existe. Mas a resposta correta é: não. A máquina não vai nos substituir. O que ela fará são algumas tarefas e/ou trabalhos repetitivos e que não requeiram a sensibilidade humana para funcionar.

O segundo questionamento que ouço bastante é se “a máquina” poderia ficar mais inteligente que nós e nos dominar, igual aquelas histórias de filmes. Essa é uma pergunta de difícil resposta, visto que se “a máquina” aprende sozinha coisas boas, ela sim pode aprender sozinha coisas ruins e empregá-las em proveito próprio. É uma teoria, mas depende do ser humano que programará o que “a máquina” pode ou não pode fazer. Logo, o controle será sempre do ser humano. Quando estudava no colégio técnico eu tinha um professor que nos dizia a resposta mais adequada àquela época: “Se um dia a máquina quiser nos dominar, é só desligá-la da tomada” – guardadas as devidas proporções, quem fizer a programação da “máquina” deverá prever esse tipo de inversão de valores. Independente dos temores, já existem algumas áreas onde a inteligência artificial está sendo utilizada e com bastante sucesso.

Alguns exemplos:

Saúde

A área da saúde é uma das grandes beneficiárias da inteligência artificial. Hoje existem empresas que utilizam esse mecanismo para ajudar os médicos no diagnóstico. O paciente informa o que está sentindo (escrevendo ou falando) e o mecanismo de inteligência artificial – baseado em seu banco de dados (de petabytes de informação) – indica ao médico os possíveis diagnósticos e possíveis medicações.

A mesma coisa com exames clínicos. Baseado em todos os seus exames anteriores e atuais, o mecanismo de inteligência artificial os analisa e aponta quais os possíveis sintomas ou quais os índices dos seus exames não estão bons, e informa o que fazer para melhorar esses índices e possíveis medicações.

Segurança da informação

Na área de segurança da informação a inteligência artificial terá (já tem) um papel fundamental. No caso de invasões e vazamentos de informação, essas geralmente são provocadas por hackers (ou crackers) e eles se utilizam de softwares e alguns mecanismos para essas invasões. Os mecanismos de inteligência artificial estão aprendendo rapidamente como os hackers realizam seus ataques e “intromissões”, e estão conseguindo bloqueá-los de maneira bastante eficiente. E cada novo ataque de um hacker é mais um aprendizado para o mecanismo de inteligência artificial; portanto, quanto mais se ataca um computador, mais a inteligência artificial aprende, e isso com o tempo vai certamente enfraquecer os hackers.

Hábitos e comportamentos

Essa talvez seja uma área em que a inteligência artificial esteja a pleno vapor e já podemos, inclusive, ver os seus resultados. Um exemplo é o que você posta em suas redes sociais – baseado nas informações que você já tem no cadastro, e em seus posts, os mecanismos de análise cognitiva e de inteligência por trás dessas redes conseguem “saber” se você está triste naquele dia, se está com seu lado político mais aflorado, se quer comprar uma bolsa ou um sapato novo, se quer viajar e pra onde, ou se simplesmente está de passagem por ali. Inclusive, já conseguem analisar até as imagens das suas fotos postadas com amigos ou marcadas por eles.

Esses são alguns exemplos (existem muitos outros) de onde a inteligência artificial já está produzindo resultados. Ela não veio para ser simplesmente utilizada como algo “mau”, mas para coisas que realmente vão tornar a vida das pessoas melhores e resolver problemas de maneira mais rápida e assertiva. Confiemos que seja assim.

O artigo foi escrito por Juarez Araújo, que é diretor Comercial da DBACorp.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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