Ficar muito tempo na mesma empresa é bom ou ruim? Depende!

Fernanda Andrade.

Uma dúvida bastante comum entre os profissionais é se é melhor construir uma carreira com várias empresas no currículo ou se firmar numa única empresa por um longo período. A resposta a esse questionamento é bastante complexa. Antigamente, fazer carreira numa empresa era algo extremamente valorizado. Sinal de confiança e competência. Depois, passou a ser visto como comodismo ou falta de ambição profissional. Mas, na verdade, não devemos ser tão radicais e muito menos simplistas numa questão como essa.

Antes de qualquer coisa, é preciso que o profissional trace o seu plano de carreira. Quais são as suas metas pessoais? De onde você veio, onde está e onde quer chegar? Responder a esses questionamentos é fundamental e decisivo para quem quer criar uma carreira da qual se tenha orgulho.

Tendo em mente quais são seus objetivos, é importante avaliar se a empresa que você está hoje te permite alcançá-los ou não. É preciso assumir o papel de líder de si mesmo e analisar a compatibilidade entre o que você pretende e o que a empresa pode lhe oferecer.

Caso o ambiente atual seja promissor, você terá algumas vantagens. Certamente, a maior delas é o fato de estar familiarizado com a cultura. Um dos maiores problemas na troca de um emprego é o risco de não se adaptar. Estar num ambiente seguro, onde se está adaptado e se é aceito pelo grupo, costuma fazer bastante diferença na hora de criar uma carreira de sucesso.

Somado a isso, existe a sensação de estabilidade. Se você é um profissional respeitado, querido pelos demais, provavelmente não estará entre os primeiros a serem cortados no caso de um eventual corte de pessoas. Essa segurança proporcionada por anos de trabalho pode ser muito importante para os profissionais cujo perfil seja mais conservador, avesso a riscos.

No entanto, essa vantagens não podem ser aproveitadas como desculpas para o comodismo. Achar que o emprego está bom porque é perto, paga bem, é tranquilo e você já domina o que faz, provavelmente não vai te ajudar a construir uma carreira de sucesso.

Ainda que seja dentro de uma mesma empresa, é imprescindível que o profissional seja submetido a uma série de desafios. Assumir novas responsabilidades, novas funções e conquistar promoções deve estar sempre no radar de quem quer ser um profissional diferenciado.

À medida que a empresa vai propondo novas oportunidades, é importante que o profissional busque corresponder às expectativas. Nesse sentido, conhecimento nunca é demais. Fazer cursos, ler livros e buscar atualização profissional em sua área ou em correlatas vai fazer com que a empresa invista e reconheça seu trabalho cada vez mais.

Se a empresa que você está não proporciona esses desafios, talvez seja hora de partir. Contudo, faça isso de forma bastante consciente dos riscos e oportunidades em que a decisão implica. Seja em várias ou em poucas empresas, o mais importante é que o profissional continue alinhado ao seu plano de carreira.

Agora, caso você esteja em busca de recolocação e esteja com dificuldade de abordar essa questão numa entrevista de emprego, fique tranquilo. Se você ficou muito tempo numa empresa, procure exaltar os desafios e projetos que teve durante esse longo período.

Já se você teve passagem por várias empresas e por um curto espaço de tempo, destaque o que motivou a sua saída de forma a demonstrar que você é um profissional ativo, em busca de oportunidades e desafios constantes. Não dê a entender que você pode ser um eterno insatisfeito ou impulsivo. Assim, a empresa pode alinhar se você é ou não o tipo de profissional que ela busca.

Procure evidenciar o seu comportamento dentro da carreira pelo que ele é, reforçando suas conquistas e desempenho. Assessorias de carreira podem ajudar nesse processo, destacando o que é positivo em sua trajetória. Cultive a resiliência, o interesse e a dedicação. Se estiver comprometido com isso, sua carreira refletirá um excelente profissional, independentemente do tempo que passou em cada lugar.

O artigo foi escrito por Fernanda Andrade, que é gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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