Cresce uso de Internet e redes sociais por microempresas no Brasil

O uso da Internet por microempresas (1 a 9 pessoas ocupadas) atingiu o patamar de 88%, de acordo com a pesquisa TIC Empresas 2017, lançada nesta quarta-feira (6) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). De 2007 até hoje, houve um crescimento de 19 pontos percentuais; por sua vez, a proporção de microempresas com computador avançou em dez anos para 89%, representando um aumento de 10 pontos percentuais.

A pesquisa também revela que, em 2017, 29% das microempresas possuíam website e 65% estavam presentes nas redes sociais. “A significativa presença na Internet, por meio das redes sociais em relação awebsites próprios provavelmente se dá em função do acesso facilitado e menor custo de manutenção, se comparadas as duas formas de presença on-line das microempresas brasileiras”, explica Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

No que diz respeito à velocidade de conexão nas microempresas, o estudo aponta uma concentração maior nas faixas entre 1 Mbps a 10 Mbps (46%). Já em relação à adoção do comércio eletrônico, 52% das microempresas relataram realizar compras pela Internet, porém somente 19% afirmaram vender serviços ou produtos on-line. “Apesar dos esforços das microempresas de estarem conectadas e presentes na Internet, tanto por meio de websites quanto pelas redes sociais, ainda há espaço para um uso mais estratégico dessas ferramentas, especialmente no que diz respeito à disponibilização de produtos e serviços aos seus clientes on-line”, comenta Barbosa.

Presença on-line e computação em nuvem

Entre as pequenas, médias e grandes empresas (10 pessoas ocupadas ou mais), a pesquisa TIC Empresas 2017 mostra que 55% das empresas afirmaram possuir um website, proporção que era de 57% em 2015, o que representa um cenário de estabilidade. No caso das médias empresas a presença na web por meio dewebsites é de 78% e as grandes empresas é de 89%. Entre as funcionalidades presentes nos websites das empresas, observa-se que a característica principal é a exposição da marca, sendo os canais de relacionamento pouco explorados. Enquanto 96% dos websites possuem informações institucionais e 74% exibem a relação de produtos e serviços da empresa, apenas 21% possuem sistemas de pedido e somente 18% disponibilizam pagamento on-line.

A pesquisa TIC Empresas 2017 aponta ainda que a proporção de empresas que possuem perfil nas redes sociais chega a 70%. Das empresas que estão presentes nesse tipo de plataforma on-line, 60% contam com uma área ou pessoa responsável pelo monitoramento das redes sociais e 29% terceirizam esse serviço.

No que trata da computação em nuvem, o estudo revela que 27% das empresas usam esse tipo de serviço para e-mail, 20% utilizam software de escritório, 25% usam armazenamento de arquivos ou bancos de dados e 16% usam capacidade de processamento em nuvem.

Acesso e uso das TIC

A pesquisa TIC Empresas 2017 também investigou a infraestrutura de acesso e atividades que as empresas brasileiras desempenharam on-line. O uso da conexão via cabo apresentou um aumento significativo entre 2015 e 2017, passando de 37% para 51%, ao passo que o uso da conexão DSL, via linha telefônica, diminuiu de 70% para 63%. O uso de conexão via fibra ótica se encontra estável: em 2015, 46% das empresas possuíam esse tipo de conexão, enquanto em 2017 eram 49%.

Entre as atividades analisadas, o uso de mensagens instantâneas ganhou mais espaço, tendo crescido, entre 2015 e 2017, de 62% para 70%. O pagamento de impostos e taxas (72%) é a principal transação realizada por meio da Internet entre empresas e governo, sendo menos frequente a interação com o governo para participação em licitações e pregão eletrônico (21%) e para aquisição de bens ou serviços de organizações governamentais (6%).

Comércio eletrônico

Já no que diz respeito ao comércio eletrônico, 66% das empresas declararam que realizam compras on-line, enquanto a venda é realizada por 22% das mesmas. O percentual de empresas que vendem on-line encontra-se num patamar de 10 pontos percentuais superior ao verificado em 2011, quando 12% vendiam pela Internet. Entre as empresas que não venderam online, 50% disseram que preferem o modelo comercial atual, enquanto 49% disseram que os produtos da empresa não são adequados para formas de comércio on-line.

Sobre a pesquisa

Realizada entre abril e agosto de 2017, a pesquisa TIC Empresas mede o acesso e o uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) entre as pequenas, médias e grandes empresas brasileiras. Foram entrevistadas 7.062 empresas de pequeno, médio e grande porte. Em 2017, a pesquisa também foi realizada entre as microempresas, a partir de questionário adaptado a esse público específico. Edições anteriores da pesquisa específica para microempresas foram realizadas pelo Cetic.br em 2007 e 2010. A pesquisa com microempresas, realizada no mesmo período, contou com 1.502 entrevistas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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