Do nascimento de uma boa ideia à incubadora

Começar as atividades dentro de uma incubadora tem uma série de vantagens e facilidades como espaço físico; assessoria para a gestão técnica e empresarial; infraestrutura e serviços compartilhados, como salas de reunião, telefone, acesso à internet, suporte em informática; acesso a mecanismos de financiamento; possibilidade de ampliar mercados e networking, além de um processo de acompanhamento, avaliação e orientação.
O conceito formal de incubação de empresas teve início nos Estados Unidos, em 1959, quando Joseph Mancuso abriu a Batavia Industrial Center em um armazém situado na cidade de Batavia, Nova Iorque. O processo de incubação se expandiu somente na década de 1980 pelos Estados Unidos e se espalhou pelo Reino Unido e Europa em vários formatos diferentes, sendo denominados centros de inovação, polos de pesquisa ou parques tecnológicos.
A atividade de incubação não tem se limitado a países desenvolvidos. Esses ambientes vêm sendo implementados cada vez mais em países em desenvolvimento, aumentando interesse por suporte financeiro de grandes instituições como Banco Mundial e Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).
No Brasil, as primeiras incubadoras surgiram a partir da década de 80, quando por iniciativa do então presidente do CNPq, professor Lynaldo Cavalcanti, foram criadas cinco fundações tecnológicas nas cidades de Campina Grande (PB), Manaus (AM), São Carlos (SP), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC).
Apesar da inauguração das primeiras incubadoras brasileiras, elas somente se consolidaram, como meio de incentivo para atividades e produção tecnológica, a partir da realização do Seminário Internacional de Parques tecnológicos, em 1987, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, surgiu a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (Anprotec), que passou a representar não só as incubadoras de empresas, mas todo e qualquer empreendimento que utilizasse o processo de incubação para gerar inovação no Brasil.
O sucesso do projeto pode ser mensurado pelo número das incubadoras e aceleradoras que funcionam hoje no Brasil. Os últimos dados da Anprotec apontam que existem em todo o País 370 incubadoras/aceleradoras, onde estão incubadas 2.640 empresas. Já foram graduadas 2.509 startups, que empregam perto de 30 mil pessoas e faturam mais de R$ 4 bilhões por ano. No Paraná são 19 incubadoras e aceleradoras, segundo informações da Anprotec.
Esses números mostram a capacidade de crescimento das empresas que passaram pela incubação, demonstrada tanto pelas incubadoras tecnológicas quanto pelas tradicionais.

Aceleradora Sistema Fiep já graduou 16 startups e atende outras 14

Em Curitiba, a Aceleradora Sistema Fiep existe há sete anos e neste período já graduou 16 startups e, atualmente, acelera 14 empresas, informa o coordenador de Gestão, Inovação e Talentos do Sistema Fiep, Rafael Trevisan. Em agosto foi inaugurada a primeira aceleradora no interior do Paraná, localizada em Pato Branco e até o final deste ano e o primeiro semestre de 2019 está previsto o lançamento de outras sete aceleradoras pelo Paraná, nas cidades de Londrina, Maringá, Toledo, Cascavel, Ponta Grossa, Francisco Beltrão e uma segunda unidade na capital paranaense, no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
De acordo com Trevisan, com as novas aceleradoras será possível potencializar ainda mais o ecossistema de inovação das regiões paranaenses.
No caso específico da aceleradora de Pato Branco, os empreendedores

da região terão a oportunidade de receber mentoria, estabelecer uma boa relação com a indústria e colocar o seu produto no mercado de forma assertiva.
“Um dos principais diferenciais da Aceleradora é conectar as startups com diversas indústrias acelerando o processo de desenvolvimento do negócio. Nós disponibilizamos uma vasta estrutura, capaz de proporcionar desenvolvimento e aperfeiçoamento dos projetos, além de ampliar a rede de contato dos incubados e oferecer troca de experiências”, explica o coordenador de Inovação, Gestão e Talentos do Sistema Fiep.
As empresas que já passaram pela Aceleradora da Fiep receberam aportes de recursos da ordem de R$ 4,5 milhões entre financiamentos públicos e privados, informa Filipe Cassapo, gerente de Inovação do Sistema Fiep, acrescentando que o papel dessa incubadora é ajudar as empresas a crescerem mais rapidamente.
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