Educação financeira começa na escola

Em mundo repleto de tecnologias e aplicativos onde tudo parte do imediatismo do consumismo, a tarefa dos pais e das escolas na educação financeira das crianças tem se tornado um constante campo de batalha. De acordo com um estudo coordenado pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), as iniciativas para educação financeira aumentaram 72% em cinco anos, com 1.300 projetos e metade deles feitos em instituições de ensino.
A verdade é que, para construir uma sociedade mais equilibrada financeiramente, é preciso olhar para os pequenos e analisar a forma como eles lidam com os seus próprios gastos. E o primeiro dinheiro na vida de uma criança é o usado na cantina escolar. “Esse é o primeiro momento que pais e escolas têm a oportunidade de conversar com os filhos e alunos sobre o valor do dinheiro, conceitos sobre como consumir e o de fazer o dinheiro durar um determinado tempo”, afirma Henrique Mendes, CEO da Nutrebem, fintech de conta digital para cantinas escolares com acompanhamento nutricional.
E que melhor momento para começar a aprender, se não com a grande variedade de produtos do cardápio da cantina escolar? Uma criança de 6 anos com R$ 30 se acha “rica” e dá logo aquela vontade de pagar lanches para os amigos. É uma oportunidade excelente para ensinar através da prática e da experiência que ela está tendo na cantina escolar. Essa é apenas uma das vertentes que regem a Nutrebem. “O objetivo é que a criança entenda que está se tornando independente, como parte do seu crescimento, e isso traz mais responsabilidade. Ao mesmo tempo que se pode usar como exemplo a cantina escolar para a educação financeira, temos um outro ponto importante que é a alimentação. Ela passa a ver o dinheiro e o valor daquilo que está comprando com ele, onde ela vai ganhar e onde pode perder”, diz.
A fintech oferece uma solução que possibilita o acompanhamento, online e em tempo real, do consumo diário nas cantinas, dando mais segurança financeira e alimentar aos pais. Com a solução, cada aluno possui uma conta digital exclusiva para a cantina escolar, na qual o responsável coloca saldo pelo app ou diretamente no local. O aluno tem acesso à sua conta nos terminais instalados na escola, tanto por meio de cartão magnético, como por login e senha e podem até pagar com o uso de QR Code. Já os pais, pelo app, podem acompanhar os gastos dos filhos e ver a classificação nutricional dos produtos consumidos, bem como personalizar o cardápio, se acharem necessário.
Além disso, a Nutrebem também conta com uma equipe de nutricionais que visita a escola e avalia os produtos da cantina, sugerindo melhorias no cardápio. “Nossa proposta não é que os pais proíbam itens, mas que aproveitem a oportunidade e conversem com seus filhos sobre o uso do dinheiro e os benefícios da alimentação saudável, mostrando que, com um pouco de equilíbrio, as coisas se tornem mais fáceis para eles, sem terem que abrir mão de alguma coisa”, ressalta o CEO da startup.








