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Ressignificação do trabalho no pós-pandemia: do office centric ao professional centric

O cenário adverso com o qual nos deparamos nos últimos meses, que nos impôs repentinamente um novo modelo de trabalho, não só modificou os processos e a rotina das empresas, como escancarou a importância da valorização dos profissionais, e a possibilidade de proporcionar a eles um novo estilo de vida – com mais liberdade, proximidade com a família e flexibilidade. É fato que, diante disso e do surgimento de novas necessidades, o trabalho não será mais o mesmo. E que bom que não.

O protagonismo do home office trouxe à tona pontos fundamentais à evolução das empresas e, principalmente, das pessoas, antecipando fortes e cruciais tendências para o futuro do trabalho, que antes acabavam passando despercebidas. Não é mais possível dissociar trabalho, de bem-estar, qualidade de vida e equilíbrio. As organizações que se atentaram a isso durante a pandemia, por exemplo, e ouviram o que seus funcionários tinham a dizer – sobre anseios, dificuldades, sugestões, sentimentos – foram as que mais rápido se adaptaram ao novo normal.
 
O relatório anual da Workana feito neste contexto que estamos vivendo revela que só 11,9% das empresas disseram ter disponibilizado canais de comunicação entre colaboradores e líderes. O número ainda é baixo, é inegável. No entanto, ele nos mostra que a perspectiva professional centric – que segundo a Workana, é a ressignificação do trabalho, na qual deixa-se de lado o conceito office centric (centrado no escritório), para focar em qualquer lugar onde o profissional esteja e esteja bem -, vem ganhando um espaço importante junto aos gestores que estão se movendo rumo ao futuro – novo.
 
Ainda há muito a ser feito? Sem dúvidas. Para 11,8% das pessoas que trabalham com carteira assinada, falta clareza nas comunicações da empresa, o que acaba desencadeando vários pontos a serem melhorados – inclusive relacionados a transtornos psicológicos, como ansiedade. Mas, a meu ver, estamos no caminho certo em direção a relações mais sólidas, que promovam o desenvolvimento da carreira dos profissionais – de líderes a liderados, de freelancers a registrados. E esses profissionais estão pensando e exteriorizando mais esse anseio, como podemos ver abaixo no infográfico da Workana:
Acredito que os esforços se voltarão – mais, pois já noto uma movimentação quanto a isso – ao que os profissionais querem e precisam. A tomada de decisões tem que acontecer de baixo pra cima. Os chefes têm que se tornar líderes, e isso implica em acompanhar e atuar junto com o profissional no aprimoramento de suas habilidades, fortalecendo a comunicação e tornando-a mais transparente a respeito de plano de carreira, desafios, decisões e conquistas. Isso, consequentemente, tende a deixar todos mais satisfeitos e comprometidos com o trabalho e a missão da empresa.



Seguindo a perspectiva professional centric, apesar de o mundo ser volátil, incerto, complexo e ambíguo, e ser praticamente impossível estarmos totalmente preparados para as inúmeras mudanças diárias e ao que está por vir, as organizações devem praticar uma cultura corporativa que seja efetiva e inclusiva.
 
Sair do office centric para o professional centric exige uma mudança de gestão e cultura, com a necessidade de uma nova proposta estrutural quanto ao trabalho remoto, por exemplo, que quando adotado, não deve vir como benefício, mas sim, parte de um plano maior pró-colaborador. Por outro lado, vejo que os profissionais do futuro precisarão conviver com as incertezas – assim como os freelancers.
 
Além do equilíbrio individual, tem que haver equilíbrio funcionário x empresas. O futuro trará garantia de sucesso a equipes alinhadas, com uma boa comunicação, comprometidas e unidas, independente da adversidade que venha a surgir.
 
O artigo foi escrito por Daniel Schwebel, que é Country Manager da Workana no Brasil.
Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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